STF autoriza investigação de Cláudio Castro em esquema bilionário do Banco Master e RioPrevidência

Investigação mira possível esquema de corrupção e lavagem de dinheiro

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, autorizou a Polícia Federal a investigar o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, em um suposto esquema que envolve recursos bilionários do RioPrevidência e operações financeiras ligadas ao Banco Master. A decisão, baseada em indícios considerados robustos, foi tomada após a análise de mensagens encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, apreendido na Operação Compliance Zero.

Mensagens revelam possível articulação política e desvios

Segundo a Polícia Federal, as mensagens extraídas do aparelho de Vorcaro indicam possíveis articulações políticas, alterações estratégicas dentro do RioPrevidência e movimentações financeiras que não seguiram critérios técnicos de investimento. Entre outubro de 2023 e outubro de 2025, o RioPrevidência teria aplicado cerca de R$ 970 milhões em Letras Financeiras do Banco Master e, posteriormente, mais R$ 2,01 bilhões em fundos estruturados ligados ao mesmo grupo financeiro. A PF sustenta que esses investimentos ocorreram em um período de dificuldade financeira do banco e sem a devida análise técnica e de risco.

Mudanças na gestão do RioPrevidência sob suspeita

A investigação também apontou para mudanças na estrutura de comando do RioPrevidência pouco antes do início das aplicações bilionárias. Novos gestores teriam adotado decisões consideradas incompatíveis com a política conservadora de investimentos da autarquia, autorizando aportes sem análise técnica adequada, comparação de mercado e avaliação de riscos. O ministro André Mendonça destacou a suspeita de flexibilização irregular de procedimentos internos e credenciamentos acelerados do Banco Master e da Planner Corretora.

Encontros e comissões suspeitas sob análise

Documentos da investigação indicam que encontros entre Daniel Vorcaro e Cláudio Castro ocorreram em períodos próximos aos aportes financeiros, incluindo viagens e reuniões custeadas pelo banqueiro. A PF também descreve a atuação de operadores financeiros e empresas, como a Mídias Promotora Ltda. e a Planner Corretora de Valores, sob suspeita de pagamento de comissões pela captação de recursos previdenciários e possível utilização para circulação e ocultação de valores. Os elementos reunidos apontam para uma elevada probabilidade de um esquema estruturado de corrupção, lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro nacional, levando à autorização de buscas e apreensões, com determinação para que a operação seja realizada de forma discreta.

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