Nova Lei Revoluciona Segurança em Condomínios: Porteiro e Vigilante Terão Funções Separadas, Exigindo Curso da PF e Podendo Elevar Taxas

Fim do Acúmulo de Funções: Porteiro e Vigilante Agora São Profissionais Distintos

Anúncio

Uma nova legislação, o Estatuto da Segurança Privada (Lei Nº 14.967), está promovendo uma mudança significativa na segurança de condomínios residenciais e comerciais em todo o Brasil. A partir de agora, a prática de porteiros acumularem a função de vigilante está proibida. A lei define claramente as atribuições de cada profissional: o porteiro será responsável pelo controle de acesso de moradores e visitantes, enquanto o vigilante terá a atuação focada na proteção de pessoas e patrimônio.

Capacitação Obrigatória e Fiscalização da Polícia Federal

Para atuar na vigilância patrimonial, os profissionais deverão passar por uma capacitação específica e obter registro sob a supervisão da Polícia Federal. Essa formação abrange o treinamento em técnicas de vigilância, abordagem de pessoas, primeiros socorros e brigada de incêndio. Além disso, a legislação prevê uma reciclagem anual obrigatória para manter os vigilantes atualizados.

Impacto Financeiro nos Condomínios e Prazo de Adequação

A aplicação das novas regras pode gerar um aumento na taxa de condomínio, estimado entre 40% e 50%, devido à diferença salarial entre um vigilante e um porteiro. Condomínios que atualmente contam com profissionais acumulando funções precisarão reorganizar seus quadros de pessoal ou contratar empresas especializadas em segurança privada. Os síndicos e administradores condominiais têm um prazo de transição até 10 de setembro de 2027 para se adaptarem completamente às novas exigências legais.

O Que Muda na Prática Para Síndicos e Moradores

A regulamentação impede que profissionais contratados como porteiros executem tarefas típicas de segurança privada sem a formação adequada. A separação de funções visa profissionalizar e aprimorar os serviços de segurança, garantindo maior tranquilidade e proteção para todos. A Polícia Federal será o órgão responsável por fiscalizar a formação, o registro e as atualizações periódicas dos vigilantes, assegurando o cumprimento da lei.

Anúncio

Deixe uma resposta