João Rodrigues (PSD) defende gestão e empatia para solucionar crise na Saúde de SC em debate

Debate no Grupo ND aborda desafios na saúde catarinense

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O candidato ao Governo de Santa Catarina pelo PSD, João Rodrigues, participou ativamente do debate promovido pelo Grupo ND neste sábado (26). Durante o programa, transmitido pela NDTV e pelo portal ND Mais, Rodrigues confrontou o modelo de gestão atual e apresentou suas propostas para a área da saúde, um dos temas mais sensíveis para a população catarinense.

Propostas para a Saúde: Gestão e Recursos

Em resposta direta a Gelson Merisio (PSB), que iniciou o debate sobre saúde, João Rodrigues criticou a falta de empatia e gestão do governo atual. Ele propôs a utilização de R$ 10 bilhões que, segundo ele, estão aplicados em bancos, gerando rendimentos mensais. Rodrigues defende a contratação de hospitais privados para casos crônicos e graves, estabelecendo um prazo máximo de 60 dias para exames, consultas e procedimentos cirúrgicos. Além disso, planeja implementar o sistema “Corujão” em hospitais públicos para exames noturnos e a construção de 10 novos hospitais (seis de grande porte e quatro de médio e pequeno porte), com um investimento previsto de R$ 3,6 bilhões.

Críticas à Gestão Estadual e Propostas de Regionalização

João Rodrigues também abordou a questão da regionalização da saúde, criticando a necessidade de cidadãos de outras regiões do estado ou até mesmo de outros estados se deslocarem para tratamentos específicos. Ele exemplificou a situação de Chapecó, que teria perdido um serviço de transplante de rim intervivos, e questionou a falta de ação do atual governo em verificar essas deficiências. O candidato reiterou que o foco do governo atual não é o cuidado com as pessoas, mas sim processos eleitorais, citando a situação de 116 mil catarinenses em filas de espera no SUS.

Merisio questiona gestão e descentralização

Gelson Merisio, por sua vez, contestou a ideia de falta de recursos, enfatizando a carência de gestão e descentralização de especialidades em Santa Catarina. Ele apontou que, enquanto o Paraná reduziu atendimentos de alta complexidade, Santa Catarina os aumentou, o que, em sua visão, demonstra um problema de alocação e não de verba. Merisio defende uma distribuição mais equilibrada e racional das cotas de atendimento e uma valorização do cuidado com o cidadão, que estaria sendo “muito maltratado” apesar da propaganda governamental.

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Ausência do Governador e Dinâmica do Debate

O governador Jorginho Mello (PL) não compareceu ao debate, alegando agenda com a Defesa Civil devido às fortes chuvas no estado. O debate foi estruturado em três blocos, com rodadas de temas livres e sorteados, onde os candidatos tinham tempo limitado para perguntas, respostas e réplicas. Os candidatos de partidos sem representatividade no Congresso não participaram do evento.

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