Gelson Merisio critica gestão de saúde e fomenta cultura em debate do Grupo ND

Gelson Merisio critica gestão de saúde e fomenta cultura em debate do Grupo ND

Candidato do PSB aborda filas do SUS, gestão de recursos e a importância do setor cultural em diálogo com João Rodrigues e Ralf Zimmer.

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Gelson Merisio (PSB) participou ativamente do debate promovido pelo Grupo ND neste sábado (26), transmitido pela NDTV e pelo portal ND Mais. O candidato foi o primeiro a ser sorteado e escolheu o tema “Saúde” para debater com João Rodrigues (PSD). Merisio iniciou suas colocações criticando a ausência do governador Jorginho Mello (PL), que justificou sua ausência por agenda com a Defesa Civil devido às chuvas. Segundo Merisio, a falta de comparecimento do atual governador demonstra receio em confrontar a realidade com o cenário de propaganda.

Saúde: Gestão e Eficiência em Debate

Ao ser questionado por Merisio sobre a melhoria dos indicadores de saúde em Santa Catarina, que, segundo o candidato do PSB, estão aquém da média nacional e do Paraná, João Rodrigues propôs a contratação de hospitais privados para casos crônicos e graves, a implementação do sistema “Corujão” para exames noturnos e a construção de novos hospitais. Merisio, em sua réplica, contestou a falta de recursos como o principal problema, argumentando que a questão reside na “falta de gestão, de equipe e de descentralização de especialidades”. Ele destacou o aumento de 10% nos atendimentos de alta complexidade em Santa Catarina, enquanto o Paraná reduziu em 44%, reforçando seu argumento sobre a má gestão.

Cultura: Uma Ferramenta Econômica e Social

Na sequência, Gelson Merisio foi abordado por Ralf Zimmer (PRD) sobre suas propostas para o setor cultural. Merisio defendeu a redução do número de secretarias estaduais para dez, incluindo uma para a Cultura, que, em sua visão, tem sido historicamente negligenciada. Ele a apresentou como uma ferramenta não apenas cultural, mas também econômica, especialmente para os jovens, através do audiovisual e da leitura. Merisio criticou o atual governo por virar as costas para a cultura, não realizar concursos e não aproveitar convênios federais e estaduais. Ele ressaltou a criatividade e o esforço dos agentes culturais catarinenses, mas apontou a falta de apoio estatal.

Críticas à Campanha e Ausência do Governador

Na segunda rodada, João Rodrigues direcionou uma pergunta a Gelson Merisio sobre o uso eleitoral de sua prisão. Rodrigues lamentou a ausência do governador Jorginho Mello, acusando-o de fugir do debate e de sua campanha de atacar sua imagem. Merisio, por sua vez, também lamentou a ausência do governador, chamando-a de “covardia”, e citou outros episódios envolvendo o atual chefe do executivo, como o caso do “Cão Orelha” e o tratamento dispensado a uma indígena. Merisio reiterou que a ausência do governador impede discussões importantes sobre segurança pública, o SUS e a aplicação de recursos estaduais.

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Dinâmica e Participação no Debate

O debate foi estruturado em três blocos, com duas rodadas cada, alternando temas livres e sorteados. Os candidatos tiveram tempos definidos para perguntas, respostas, réplicas e tréplicas. Ao final, cada um dispôs de um minuto e trinta segundos para considerações finais. O governador Jorginho Mello (PL) não compareceu, enquanto candidatos de partidos sem representatividade no Congresso não participaram. Gabrielle Tavares, repórter do ND Mais, cobriu o evento, com a matéria destacando a atuação dos candidatos e a dinâmica do debate.

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