Pesquisas com Flávio Bolsonaro à frente de Lula animam mercado financeiro na largada do segundo turno

Mercado reage positivamente a pesquisas favoráveis à direita

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A primeira semana após o primeiro turno das eleições presidenciais consolidou uma aposta dos investidores na vitória da direita, com pesquisas indicando Flávio Bolsonaro à frente de Lula. Essa movimentação no mercado financeiro, especialmente em São Paulo, foi interpretada como uma mudança de cenário após o resultado das urnas, que surpreendeu projeções.

Dólar em queda e otimismo com gestão fiscal

O movimento mais notável ocorreu no câmbio, com o dólar perdendo força frente ao real e sendo negociado abaixo de R$ 5. Analistas apontam que essa reação é essencialmente local e ligada à percepção de que um governo com Flávio Bolsonaro poderia implementar uma política fiscal mais disciplinada. Fernando Saad Benatti, estrategista global da Avenue, explica que o mercado trabalha com um cálculo de probabilidades, ponderando os benefícios de uma gestão fiscal mais austera em comparação com a reeleição de Lula.

Inflação acima do esperado e Selic sob pressão

O cenário de otimismo é, contudo, temperado pela inflação. O IPCA de setembro registrou alta de 0,82%, superando as projeções e com aumentos em todas as categorias. Essa pressão inflacionária afeta os prazos mais curtos da curva de juros, indicando que a expectativa de novos cortes na taxa Selic pelo Banco Central pode estar menos consolidada. Os vértices mais longos da curva de juros, por outro lado, recuaram.

Aposta do mercado: euforia ou cálculo?

A primeira semana após o primeiro turno deixou claro que o mercado financeiro já fez sua aposta. As próximas três semanas serão decisivas para determinar se essa convicção se baseia em um cálculo sólido ou em uma euforia momentânea, especialmente diante de pesquisas que já demonstraram imprecisões no passado e de um quadro inflacionário que exige atenção.

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