Decisão da 3ª Vara Criminal da Capital afasta acusação de homicídio e impõe novas regras ao artista
O rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam, foi liberado da prisão preventiva pela Justiça do Rio de Janeiro nesta sexta-feira (31). A decisão, proferida pela 3ª Vara Criminal da Capital, não apenas retira o artista da lista de foragidos, mas também afasta a acusação de tentativa de homicídio que pesava contra ele. Com isso, o processo deixa o Tribunal do Júri e passa a tramitar em uma vara criminal comum.
Justiça aponta falta de provas para acusação de tentativa de homicídio
Oruam e outras três pessoas respondiam por uma acusação de tentativa de homicídio contra dois policiais civis. Segundo a investigação, o rapper teria arremessado uma pedra durante uma confusão ocorrida em julho de 2025, quando policiais cumpriam um mandado de busca e apreensão contra um adolescente suspeito de envolvimento com o tráfico de drogas. No entanto, a juíza Tula Corrêa de Mello considerou que não há elementos suficientes para comprovar que Oruam foi o autor do arremesso da pedra, que pesava cerca de 4,85 quilos. A magistrada também entendeu que não ficou demonstrado que o artista assumiu o risco de matar os policiais, desclassificando a acusação para crimes de menor potencial ofensivo.
Oruam responde por outros crimes e terá medidas cautelares
Apesar da revogação da prisão preventiva, Oruam continuará respondendo ao processo por outros crimes. A Justiça ainda não detalhou quais são esses crimes, mas impôs uma série de medidas cautelares que o rapper deverá cumprir. Entre elas estão a proibição de frequentar determinados locais, a obrigação de comparecer periodicamente em juízo e a proibição de se ausentar do país sem autorização judicial. A multa fixada em R$ 50 mil foi mantida.
Absolvição de outros acusados e histórico do caso
Além de Oruam, a juíza absolveu sumariamente outros três acusados no mesmo processo: Willyam Matheus Vianna Rodrigues Vieira, Pablo Ricardo de Paula Silva de Morais e Victor Hugo Vieira dos Santos. Eles também deixarão de usar tornozeleira eletrônica. O caso teve origem em uma ocorrência na antiga residência de Oruam, onde policiais buscavam um adolescente ligado ao Comando Vermelho. Durante a ação, o adolescente fugiu após o grupo apedrejar a viatura. Oruam se entregou à polícia dias depois e ficou 50 dias preso. Sua prisão foi substituída por medidas cautelares, incluindo tornozeleira eletrônica, que ele descumpriu no início do ano, levando à decretação de uma nova prisão preventiva. Agora, com a revogação, o rapper deixa oficialmente a condição de foragido.
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