Oposição Reage a Decretos de Lula sobre Redes Sociais e Alerta para Risco de Censura e Autocensura

Congresso Nacional é Palco de Debate sobre Regulação de Plataformas Digitais

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A discussão sobre a regulação das redes sociais ganhou força no Congresso Nacional com a oposição apresentando projetos para sustar decretos assinados pelo Presidente Lula. As novas regras ampliam as obrigações de transparência e responsabilização das plataformas digitais, mas são vistas pela oposição como um risco à liberdade de expressão e um potencial incentivo à censura.

Críticas da Oposição: Autocensura e Excesso de Poder

Senadores e deputados da oposição argumentam que os decretos, ao imporem novas obrigações sobre moderação de conteúdo e responsabilização, podem levar as empresas a removerem conteúdos preventivamente para evitar punições. O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), alertou que, embora o Estado não exerça censura direta, o ambiente criado pode levar à autocensura, comprometendo o debate público, especialmente em ano eleitoral. Ele também questiona se o Executivo ultrapassou seu poder regulamentar ao criar novas obrigações sem aprovação do Congresso.

Câmara dos Deputados Amplia Reação com Projeto do Novo

Na Câmara, deputados do Partido Novo lideram a reação contra os decretos. O deputado Gilson Marques (SC) declarou que as medidas, sob o pretexto de proteger grupos vulneráveis, abrem caminho para a censura sem debate legislativo. A bancada do Novo aponta que os decretos criam “deveres inéditos de monitoramento, moderação, remoção de conteúdos, preservação de dados, criação de canais obrigatórios de denúncia e adoção de medidas preventivas” sem autorização específica do Congresso. A ampliação das atribuições da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) também é criticada, com alegações de que o órgão estaria sendo transformado em uma reguladora de redes sociais sem previsão legal.

O Governo Defende os Decretos como Atualização e Proteção

O governo federal, por sua vez, defende os decretos nº 12.975/2026 e nº 12.976/2026 como uma atualização necessária das regras para o funcionamento das plataformas digitais e um avanço na proteção de mulheres no ambiente online. Segundo o Executivo, as medidas visam reforçar a transparência, a prevenção e a mitigação da circulação de conteúdos criminosos, como terrorismo, exploração sexual, tráfico de pessoas e violência contra a mulher. O decreto nº 12.976/2026, em particular, prevê a remoção acelerada de conteúdos íntimos divulgados sem autorização. O governo sustenta que as ações estão alinhadas com entendimentos recentes do Supremo Tribunal Federal e atualizam o Marco Civil da Internet diante de novas formas de violência e fraudes no ambiente virtual.

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Disputa no Congresso e o Futuro da Liberdade de Expressão Online

Tanto a oposição quanto o governo concordam que mudanças estruturais sobre moderação de conteúdo, responsabilidade civil de plataformas e liberdade de expressão precisam passar pelo crivo do Congresso Nacional. A disputa acirrada entre os poderes sobre a regulação das plataformas digitais tende a se intensificar, especialmente com a proximidade das eleições presidenciais, colocando o debate sobre a liberdade de expressão no ambiente online no centro das atenções políticas.

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