Lula Reage a Taxas dos EUA: ‘Se Não Quer Comprar, Vende Para Quem Quiser’ e Critica Trump por Quebra de Promessa

Brasil Busca Novos Mercados Diante de Tarifas Americanas

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reagiu firmemente nesta quarta-feira (3) à recomendação dos Estados Unidos de taxação de produtos brasileiros. Em reunião ministerial, Lula declarou que o Brasil não deve aceitar o tratamento proposto pelo governo de Donald Trump e enfatizou a necessidade de buscar novos mercados, evitando a dependência dos norte-americanos. “Se ele [o presidente Donald Trump] não quer comprar, a gente vai vender para quem quiser comprar. A gente não vai ficar reclamando. Se não quiser investir aqui, nós vamos procurar outro”, afirmou o presidente.

Pix na Mira dos EUA e Tarifas de Até 37,5%

A proposta dos Estados Unidos inclui tarifas que podem atingir até 37,5% sobre produtos brasileiros, sob a justificativa de práticas comerciais consideradas “irrazoáveis”. O relatório do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) também destaca o Pix em mais de 20 menções como um ponto de atenção. Adicionalmente, há a recomendação de uma taxa extra de 12,5% sobre mercadorias associadas a trabalho forçado, alegando que o Brasil não possuiria mecanismos eficazes para impedir a entrada desses produtos em seu mercado.

Lula Promete Cobrar Explicações e Critica Quebra de Promessa

Lula anunciou que o governo brasileiro buscará explicações e uma resposta formal dos Estados Unidos. “Não podemos aceitar o tratamento que os EUA deram ao Brasil”, declarou, adiantando que enviará uma nova carta a Trump para expor o equívoco na posição americana. O presidente criticou a condução do processo pelo governo norte-americano, ressaltando que o Brasil demonstrou disposição para negociar. Ele relembrou que, após um encontro na Casa Branca, foi prometido um grupo de trabalho bilateral para discutir entraves comerciais em 30 dias, mas apenas uma reunião ocorreu, sem avanços e com o surgimento de novas propostas de aumento tarifário. “Eu saí de lá convencido de que a gente estava estabelecendo uma nova lógica no relacionamento com os Estados Unidos”, lamentou Lula, que também criticou o secretário de Estado americano, Marco Rubio, e mencionou o histórico das relações bilaterais, incluindo a atuação de embaixadores dos EUA durante o golpe militar de 1964.

Relações Bilaterais e Histórico de Tensões

O presidente Lula expressou surpresa com a evolução das negociações, que contrastam com a promessa de uma nova lógica nas relações com os Estados Unidos. A crítica à postura americana se estende a declarações anteriores e ao histórico das relações diplomáticas entre os dois países. A menção a Marco Rubio como “latino-americano frustrado” e a lembrança da atuação de embaixadores americanos no período de 1964 adicionam camadas à declaração presidencial, sinalizando uma profunda insatisfação com o atual cenário comercial e político.

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