Jato de Luxo Retido na Argentina: Flávio Bolsonaro Suspeito de Tentativa de Fuga para os EUA Após Derrota Eleitoral

Aeronave retida em Foz do Iguaçu levanta suspeitas

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Um jato Gulfstream G400, com a matrícula LV-JQW, encontra-se retido no Aeroporto Internacional Cataratas do Iguaçu, na Argentina. A aeronave chamou a atenção das autoridades após surgirem suspeitas de que o senador Flávio Bolsonaro poderia estar a bordo em uma tentativa de viajar para os Estados Unidos. De acordo com o portal Misiones Online, o jato partiu do Aeroparque Jorge Newbery na noite de segunda-feira (26) e pousou em Foz do Iguaçu pouco mais de uma hora depois. No entanto, a Administração Nacional de Aviação Civil (ANAC) negou autorização para o prosseguimento do voo com destino a Miami.

Cancelamento de voo e discórdia com autoridades

O voo, que tinha previsão de decolagem para as 2h30 de terça-feira (27) com quatro passageiros e três tripulantes, foi cancelado. Informações preliminares indicam que um dos passageiros teria apresentado um problema, o que teria gerado um desentendimento entre o piloto e as autoridades aeroportuárias argentinas. Até o momento, não há confirmação oficial de que Flávio Bolsonaro estivesse entre os passageiros da aeronave. As autoridades argentinas de migração, Gendarmaria e Polícia de Segurança Aeroportuária declararam que não havia registro de entrada do senador no país, e que a documentação da empresa responsável pela aeronave estava regular, sem planos de voo que incluíssem a família Bolsonaro.

Passaportes de Flávio Bolsonaro cancelados pela PF

A situação se desenrola em um contexto pós-eleitoral onde Flávio Bolsonaro, após a derrota do pai, Jair Bolsonaro, nas eleições presidenciais, questionou o resultado e pediu sua anulação. Horas após o reconhecimento da derrota pelo PL, partido ao qual ambos pertencem, a Polícia Federal determinou a entrega dos passaportes do senador em um prazo de 24 horas, proibindo-o de deixar o Brasil. Segundo relatos, o senador ainda não teria cumprido a ordem até a manhã de terça-feira. Posteriormente, a PF confirmou o cancelamento dos passaportes comum e diplomático de Flávio Bolsonaro, após o vencimento do prazo estabelecido pelo ministro Alexandre de Moraes.

Investigações e envolvimento de empresa argentina

As proibições de saída do país e o cancelamento dos passaportes estão ligados a dois processos judiciais. Um deles investiga suspeitas de lavagem de dinheiro e sonegação cambial envolvendo plataformas de apostas e um amigo do senador. O outro processo apura o financiamento de um filme sobre a trajetória política de Jair Bolsonaro, com suspeitas de participação de Flávio na obtenção de recursos de um ex-banqueiro. A aeronave retida em Foz do Iguaçu pertence à empresa Baires Fly, uma companhia argentina de aviação privada e comercial que, segundo investigações, teria ligações com movimentação de dinheiro ilícito e esquemas de corrupção. A empresa já foi utilizada pelo presidente argentino, Javier Milei, e pelo presidente da AFA, Claudio “Chiqui” Tapia.

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