Construtora de SC Desafia Setor Dominado por Homens: 61% de Mulheres em Cargos de Liderança

Inovação e Equidade na Construção Civil

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No cenário da construção civil, historicamente dominado por homens, a construtora Lotisa, em Itajaí (SC), emerge como um exemplo de transformação. A empresa não só acompanha o crescimento da participação feminina no setor em Santa Catarina, que foi o quinto estado a mais gerar vagas para mulheres na área no primeiro trimestre de 2026, mas também inova em sua gestão: 61% dos cargos de liderança são ocupados por mulheres.

Um Novo Olhar para a Gestão e a Engenharia

A presença feminina na Lotisa vai além da liderança. A empresa conta com 37% de mulheres atuando diretamente na engenharia e um total de 70 colaboradoras em um quadro de 210 funcionários. Bárbara Sehnem Inthurn, cofundadora e diretora administrativa, explica que essa composição reflete uma transformação interna natural impulsionada pelo crescimento e pela necessidade de estruturação da empresa para lidar com operações mais complexas. “A equidade faz parte da gestão porque entendemos que diferentes olhares tornam a empresa mais preparada para tomar decisões, cuidar das pessoas e entregar obras com mais qualidade”, afirma.

Diversidade em Todas as Frentes

O time da Lotisa é composto por mulheres em diversas áreas, desde diretoria, gerência e coordenação até engenharia, arquitetura, departamentos administrativos e funções diretamente ligadas aos canteiros de obras. Um exemplo notável é a coordenação de um empreendimento de alto padrão em Itajaí, que está sob responsabilidade de uma engenheira civil. Áreas como financeiro, recursos humanos e controladoria também apresentam forte presença feminina, assim como funções de apoio nas obras, um cenário que era incomum há poucos anos no setor.

Competência e Oportunidade: A Chave do Sucesso

Keila Angelico, diretora de Pessoas e Cultura da Lotisa, ressalta que a empresa opera sem distinção de gênero para cargos ou remuneração. “A tabela salarial é definida por função, não por gênero. O que avaliamos é competência, entrega e aderência à cultura da empresa”, explica. Ela observa um aumento na procura de mulheres por vagas na construção civil, especialmente na engenharia, o que exige adaptação do setor. “Hoje, elas estão na gestão, na obra, no planejamento e na execução, ajudando a redesenhar a forma como a construção civil pensa seus ambientes, seus processos e suas relações de trabalho”, conclui.

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