Bolsonaro pede ao STF suspensão da pena de 27 anos e 3 meses; decisão cabe a ministro indicado por ele

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"title": "Bolsonaro pede ao STF suspensão de pena de 27 anos em caso da trama golpista; defesa alega cerceamento e acesso tardio a provas",
"subtitle": "Em petição enviada a Kassio Nunes Marques, ex-presidente busca anular condenação argumentando que julgamento deveria ter sido feito pelo Plenário e não pela Primeira Turma.",
"content_html": "<h3>Defesa alega incompetência do órgão julgador</h3>n<p>A defesa de Jair Bolsonaro entrou com um pedido de liminar no Supremo Tribunal Federal (STF) para suspender a execução da pena de 27 anos e 3 meses imposta ao ex-presidente no caso da trama golpista. A solicitação foi feita ao ministro Kassio Nunes Marques, indicado por Bolsonaro para a Corte e relator do pedido. A argumentação central da defesa é que a Primeira Turma do STF não teria competência para julgar a ação penal, que deveria ter sido submetida ao Plenário, com a participação de todos os ministros. Segundo os advogados, o Regimento Interno do STF determina que o julgamento de crimes comuns cometidos pelo presidente da República cabe ao órgão máximo da Corte.</p>n<h3>Cerceamento de defesa e acesso tardio a provas são pontos centrais</h3>n<p>Além da questão da competência do órgão julgador, a petição reitera alegações de cerceamento de defesa devido ao acesso tardio e incompleto às provas coletadas durante a investigação. A defesa compara a situação a debates recentes envolvendo a crise no STF, argumentando que, assim como em outros casos, houve uma seleção prévia de provas disponibilizadas ao ex-presidente. A petição detalha que, embora o acesso a provas "utilizadas na denúncia" tenha sido autorizado em fevereiro de 2025, o material completo, somando cerca de 40 terabytes, só começou a ser enviado em maio, próximo ao início da fase de instrução. Essa disponibilização gradual, segundo os advogados, impediu uma análise adequada e violou o devido processo legal.</p>n<h3>Risco de dano irreparável e prisão domiciliar humanitária</h3>n<p>A defesa de Bolsonaro sustenta que a manutenção da pena, enquanto se discute a legalidade do julgamento, pode causar um "dano irreparável" ao ex-presidente, que tem 71 anos e cumpre pena em prisão domiciliar humanitária. A petição enfatiza que a liberdade indevidamente suprimida não pode ser recomposta. A defesa busca a suspensão da execução da pena até o julgamento definitivo da revisão criminal, alegando a necessidade de "reparar o tempo de liberdade indevidamente subtraído" de Jair Bolsonaro.</p>n<h3>Controvérsia sobre mudança regimental do STF</h3>n<p>A defesa de Bolsonaro contesta a interpretação de que uma mudança regimental em 2023 teria conferido às Turmas competência para julgar casos criminais envolvendo ex-presidentes. Para os advogados, essa seria uma "interpretação ampliativa" das regras internas, que não determinaria claramente qual órgão deve julgar um ex-mandatário por fatos supostamente praticados durante o exercício do cargo. A alegação é que, diante da "dúvida séria" sobre a competência, a matéria deveria ser submetida ao Plenário do STF, considerado o órgão de "maior densidade institucional" da Corte.</p>"
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