OMA e Casa Wabi inauguram Mushroom Pavilion para cultivo de cogumelos
Projeto de Shohei Shigematsu busca integrar arte, arquitetura e comunidade local em espaço que também funciona como incubadora social e alimentícia
A fundação Casa Wabi ampliou seu diálogo com a arquitetura contemporânea e a comunidade local ao receber o Mushroom Pavilion, pavilhão concebido por Shohei Shigematsu, chefe do escritório do OMA em Nova York. A iniciativa nasce da parceria entre o estúdio e a instituição cultural, idealizada a partir de conversas entre Shigematsu e o fundador da Casa Wabi, Bosco Sodi.
Forma e materiais pensados para a paisagem
O pavilhão adota um formato oval que minimiza o contato com o solo e preserva a vegetação rasteira e a topografia do local. Construído em concreto, o volume recebeu um revestimento externo em juta com a função de reter umidade. A intenção é que o edifício se comporte como parte do ambiente: a água local, rica em ferro, provocará oxidação na superfície, alterando sua aparência ao longo do tempo.
Ambientes internos organizados para o cultivo
O interior foi projetado especificamente para a produção de cogumelos. O espaço central funciona como o núcleo de um anfiteatro cujas arquibancadas foram equipadas com vasos de argila destinados ao cultivo. As laterais do pavilhão são compartimentadas para abrigar as diferentes fases do processo, do cultivo inicial à colheita, permitindo que visitantes e moradores acompanhem todas as etapas.
Panorâmica, comunidade e versatilidade
O desenho elíptico e os degraus do anfiteatro favorecem a observação panorâmica das bancadas de cultivo. Segundo Shigematsu, ‘apesar do pavilhão ter sido concebido para a finalidade específica de cultivo, oferece também um espaço para interações pessoais’. Para Bosco Sodi, a obra consolida uma ambição da Casa Wabi de combinar práticas artísticas com ações comunitárias e alimentares.
Um incubador para alimento e convivência
Mais do que um laboratório agrícola, o Mushroom Pavilion é pensado como um espaço capaz de apoiar atividades variadas para moradores, visitantes e projetos da fundação. Com isso, a intervenção do OMA reforça o papel da arquitetura como mediadora entre produção, experiência estética e vida coletiva.
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