Escola age rápido e acolhe vítima
Um pai de Blumenau, em Santa Catarina, relatou a angústia de ver sua filha, aluna de uma escola local, ser vítima de uma montagem de ‘nudes’ falsos utilizando inteligência artificial. As imagens, que utilizavam o rosto da estudante em corpos nus, começaram a circular em um grupo, gerando grande constrangimento para a jovem.
“Ela me ligou, nervosa, dizendo que estavam circulando imagens montadas dela, com o rosto dela em um corpo nu”, contou o pai, que preferiu não se identificar. Ao procurar a escola, a família foi recebida com prontidão pela direção e coordenação. “Eles orientaram a gente a fazer o boletim de ocorrência e deram todo o suporte. Minha menina foi acolhida com a psicóloga da instituição”, relatou o pai.
Consequências para os agressores e apoio à vítima
A escola agiu de forma rápida e, ainda no mesmo dia, os estudantes identificados como responsáveis pelo compartilhamento das imagens tiveram seus contratos rescindidos. “Tudo tem consequência”, afirmou o pai, reforçando que sua filha é a vítima e não tem motivo para sentir vergonha. “É uma montagem, quem errou foram eles”, destacou.
A família busca agora o esclarecimento total dos fatos e o acompanhamento legal do caso. “O que sabemos é que a imagem foi jogada em um grupo, mas não sabemos até onde isso foi. É importante que a polícia esclareça tudo e que a justiça faça o que tem que ser feito.”
Polícia Civil investiga o caso com base no ECA
A Polícia Civil está investigando o episódio com base no artigo 241-C do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que criminaliza a simulação da participação de crianças ou adolescentes em cenas de sexo explícito. A pena prevista varia de um a três anos de reclusão, além de multa.
O delegado Juliano Tumitan, da Delegacia de Polícia de Proteção à Mulher, à Criança e ao Adolescente, informou que os pais da vítima já foram ouvidos e os depoimentos dos demais envolvidos foram agendados. A expectativa é que o procedimento seja concluído e remetido ao Ministério Público em até uma semana. O celular de um dos envolvidos foi apreendido para perícia, e a investigação tem um prazo de 30 dias para ser concluída.
Alerta sobre uso de tecnologia e IA
Este incidente reforça o alerta sobre o uso inadequado da tecnologia e da inteligência artificial, evidenciando a necessidade de orientação para jovens e acompanhamento ativo por parte de pais e instituições de ensino. A prioridade para o pai da aluna é proteger sua filha e garantir que a responsabilidade pelo crime seja plenamente apurada.
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