Otoni de Paula acusa estilo bolsonarista de “implotir” aliados e cita Carol de Toni como exemplo de pragmatismo no PL

Críticas à condução política do PL

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O deputado federal Otoni de Paula (MDB-RJ) teceu duras críticas ao Partido Liberal (PL) e ao que ele descreve como o “estilo Bolsonaro” de fazer política. Segundo o parlamentar, o PL tem o hábito de se preocupar com o crescimento de figuras políticas, chegando a tentar “implodir” aqueles que ganham projeção, citando como exemplos os deputados Nikolas Ferreira e Tarcísio de Freitas. Otoni de Paula lamentou que o senador Portinho (PL-RJ) tenha sido informado pela imprensa sobre a decisão do partido de não lançá-lo para a reeleição ao Senado, ressaltando a falta de comunicação e respeito com aliados.

Fidelidade partidária: um debate entre direita e esquerda

Otoni de Paula, que se identifica como de direita conservadora, chegou a afirmar que percebe mais fidelidade e companheirismo na esquerda do que entre os bolsonaristas. Ele expressou sua decepção com a ausência de amizade, lealdade e fraternidade dentro do grupo, citando outros casos em que o PL teria deixado de lado lideranças importantes. Entre os exemplos mencionados estão o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO), que era considerado o principal nome do partido para disputar o Senado em Goiás, e o desembargador Sebastião Coelho, que perdeu o apoio do PL na corrida pelo Senado no Distrito Federal.

O caso Carol de Toni e Carlos Bolsonaro em Santa Catarina

A crítica mais contundente de Otoni de Paula foi direcionada à situação política em Santa Catarina. Ele afirmou que a deputada federal Carol de Toni só não foi “implodida” pelo PL porque a eleição de Carlos Bolsonaro para o Senado na chapa depende dela. O deputado federal ressaltou que essa permanência não se deve a um apreço por parte do partido, mas sim ao fato de que Carol de Toni ameaçou deixar a sigla, o que poderia prejudicar a candidatura de Carlos Bolsonaro. Essa manobra, segundo Otoni de Paula, resultou no rompimento de um acordo com o ex-governador Esperidião Amin, descrito por ele como um “fiel defensor de Bolsonaro”.

O pragmatismo eleitoral acima de acordos

A declaração de Otoni de Paula sugere que, no cenário político atual, os interesses eleitorais e a manutenção de poder podem se sobrepor a alianças e acordos pré-estabelecidos. A situação de Carol de Toni em Santa Catarina é apresentada como um exemplo claro de como o pragmatismo partidário pode ditar as decisões, mesmo que isso signifique quebrar compromissos anteriores. O deputado do MDB aponta para uma dinâmica interna no PL que, segundo ele, prioriza a autopreservação e a contenção de ascensões individuais, em detrimento da coesão e lealdade entre os membros e aliados.

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