Investigação em Andamento
Um grande número de peixes, pertencentes à mesma espécie, foi encontrado morto nas águas do rio Imaruim, em Palhoça, na Grande Florianópolis, na última segunda-feira (23). A cena inusitada mobilizou órgãos ambientais que já iniciaram as investigações para determinar o que provocou o evento.
Hipóteses em Debate
Segundo Júlio Marcelino, coordenador da Defesa Civil de Palhoça, duas principais linhas de investigação estão sendo consideradas. A primeira aponta para a possibilidade de descarte irregular por embarcações de pesca de arrasto. Nesse tipo de pesca, peixes sem valor comercial são frequentemente devolvidos ao mar, e a suspeita é de que um barco tenha lançado animais mortos ou debilitados no rio. A segunda hipótese levanta a possibilidade de que um cardume da espécie Manjuba, que é de água salgada, tenha entrado no rio durante a maré cheia. O contato com a água doce teria provocado uma baixa oxigenação e um choque osmótico, afetando as células e órgãos dos peixes, levando à morte.
Histórico de Poluição e Fatores Naturais
O rio Imaruim possui um histórico de poluição, o que poderia ser um fator contribuinte. No entanto, o fato de apenas uma espécie ter sido encontrada morta em grande quantidade, enquanto outras não foram afetadas, reforça para a Defesa Civil a hipótese de alteração na salinidade da água. Vistorias realizadas em outros pontos do rio não constataram problemas semelhantes, aguardando-se agora as análises do Instituto do Meio Ambiente (IMA).
Ação Integrada e Recomendações
O IMA declarou que a mortandade pode ocorrer por diversos fatores, sejam ambientais ou decorrentes da ação humana, como descarte irregular de resíduos ou de pescado. O órgão reforça que os indícios apontam para um evento pontual. Equipes da Prefeitura de Palhoça, juntamente com a Cidasc, Polícia Científica e o IMA, estão atuando na área. O IMA coletou amostras de água e de peixes para análise laboratorial. A prefeitura iniciou procedimentos para apurar as circunstâncias do ocorrido. Embora a decomposição dos peixes não represente risco à saúde, o IMA recomenda, por precaução, evitar contato com a água e com os animais encontrados na região, bem como não consumir exemplares recolhidos até a conclusão das análises, que deverão indicar se houve contaminação, alteração na qualidade da água ou se os fatores foram naturais ou antrópicos.
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