Manifestantes Ocupam Avenida Paulista Exigindo Justiça pelo Cachorro Orelha e Punição aos Envolvidos

Multidão clama por justiça em ato simbólico

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Uma grande manifestação tomou a Avenida Paulista, em São Paulo, na manhã deste domingo (1º), reunindo centenas de pessoas e seus animais de estimação para exigir justiça pela morte do cachorro Orelha. O cão comunitário da Praia Brava, em Florianópolis, foi brutalmente torturado e assassinado em 15 de janeiro, um crime que chocou o país e gerou comoção nacional.

Revolta contra maus-tratos e impunidade

Organizações de proteção animal, como o Instituto Ampara Animal, convocaram o ato ressaltando a importância de se posicionar contra a crueldade. “Estar nas ruas também é uma forma de proteger os animais. É dizer, de forma coletiva, que maus-tratos não podem ser ignorados, normalizados ou esquecidos”, declarou o instituto, enfatizando que a morte de Orelha, embora chocante, não é um caso isolado, mas que a esperança é que seja o último.

Investigações e questionamentos sobre a responsabilidade

As investigações apontam que Orelha teria sido agredido a pauladas por um grupo de quatro adolescentes. Um dos jovens foi liberado de suspeitas por comprovar que não estava no local. Outros dois retornaram ao Brasil recentemente e foram alvo de busca e apreensão. Paralelamente, três familiares dos suspeitos, incluindo um advogado e empresários, foram indiciados por coação no curso do processo, acusados de ameaçar um porteiro que testemunhou o crime. O protesto também abordou a questão da redução da maioridade penal, com cartazes questionando a impunidade em casos de violência.

Símbolos de protesto e apelo por justiça

Os manifestantes ergueram cartazes com mensagens como “Justiça por Orelha”, “Chega de impunidade, não importa a idade”, “Diga não aos maus-tratos aos animais” e “Ninguém solta a pata de ninguém”. Um dos cartazes mais contundentes questionava a viagem de dois adolescentes suspeitos à Disney após o ocorrido: “Quando um cachorro ataca, é sacrificado. Quando um adolescente mata, vai pra Disney?”. Em Florianópolis, atos semelhantes também ocorreram, com manifestantes chamando os envolvidos de “assassinos herdeiros da violência” e “dinheiro não limpa o sangue no chão”.

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