Lewandowski Pede Demissão do Ministério da Justiça e Deixa o Governo Lula Nesta Sexta (9)

Carta de Demissão Entregue Pessoalmente ao Presidente

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O Ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, formalizou sua saída do governo nesta quinta-feira (8), ao entregar pessoalmente uma carta de demissão ao Presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A entrega foi realizada no Palácio do Planalto, após o ministro protocolar o documento no Sistema Eletrônico de Informações (SEI), plataforma interna do governo federal. Embora a abertura formal da carta estivesse prevista para esta terça-feira, Lewandowski optou por um encontro direto com o presidente para apresentar seus agradecimentos e as justificativas para a sua decisão.

Despedida de Grupo Próximo ao Ex-Ministro

A saída de Lewandowski do Ministério da Justiça e Segurança Pública não se restringe apenas ao seu cargo. Um grupo considerado próximo ao ex-ministro também deixará a pasta. Integrantes da equipe, mesmo diante de cortes orçamentários significativos, avaliavam que ainda havia entregas a serem realizadas. A decisão de sair em conjunto sinaliza uma forte lealdade ao ex-ministro.

Reabertura de Discussões sobre a Estrutura do Ministério

A demissão de Ricardo Lewandowski reabre o debate interno sobre o futuro da estrutura do Ministério da Justiça e Segurança Pública. A possibilidade de divisão da pasta já havia sido discutida em novembro, em uma reunião entre o presidente Lula, a cúpula do ministério e a Casa Civil. Na época, a articulação liderada pelo então ministro Rui Costa indicava o adiamento da divisão devido à falta de tempo e recursos. A promessa de reestruturação, contudo, tende a permanecer em pauta para um eventual próximo mandato.

Nomes em Discussão para a Sucessão e Comando Interino

Nos bastidores do Palácio do Planalto, o nome do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) surge como uma aposta para fortalecer a relação política com o Senado. Contudo, aliados do senador apontam uma resistência em assumir o cargo neste momento. Outros nomes que circulam internamente para a sucessão incluem o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o ex-ministro Wellington César Lima e Silva. Enquanto um novo titular não é definido, a expectativa é que o secretário-executivo, Manoel Carlos, assuma o comando interino da pasta, ao menos até a próxima semana.

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