Aprovação em Medicina da UFSC Gera Polêmica
A aprovação de Lumen Lohn Freitas, ex-major da Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC), no curso de Medicina da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) gerou uma onda de críticas e ataques preconceituosos nas redes sociais. Lumen, que tem 47 anos e se identifica como travesti, foi aposentada compulsoriamente da PMSC em abril de 2025 após uma avaliação de sua capacidade moral. Sua aprovação ocorreu em novembro de 2025, através do Vestibular para Vagas Suplementares, modalidade que oferece oportunidades exclusivas para grupos como indígenas, quilombolas, pessoas com deficiência e transgêneros.
Críticas de Autoridades e Defesa da Transparência
A deputada estadual Ana Campagnolo (PL) e o vereador Saulo Ramos (Progressistas) foram algumas das figuras públicas que se manifestaram contra a aprovação de Lumen, questionando a necessidade de cotas para pessoas transgênero e a legalidade do processo. Campagnolo, em sua publicação, referiu-se a Lumen no masculino e questionou se a identidade de gênero da ex-major teria causado algum “prejuízo intelectual” que justificasse o uso de cota. Ramos, por sua vez, sugeriu que o processo poderia ser considerado crime.
Lumen Freitas Esclarece e Rebate Ataques
Lumen, que possui um currículo acadêmico impressionante com seis graduações anteriores (direito, administração, física, matemática, sociologia e filosofia), defendeu sua aprovação. Ela afirmou que “não fez nada de ilegal ou errado” e que o concurso é amparado pela lei, inclusive já tendo sido confirmado pela Justiça em outros casos. Lumen obteve a única vaga reservada para pessoas transgênero no curso de Medicina da UFSC no campus Trindade, em Florianópolis, mas destacou que sua pontuação geral a colocou em 2º lugar na classificação do vestibular suplementar.
Sistema de Cotas Trans na UFSC e a Perspectiva de Lumen
As cotas para pessoas transgênero na UFSC foram implementadas em 2023, após aprovação em ampla maioria no Conselho Universitário. O Vestibular para Vagas Suplementares não afeta as vagas do processo seletivo tradicional. Lumen concorreu com outras nove pessoas autodeclaradas trans e obteve a primeira colocação. Ela ressaltou que, embora a crítica ao sistema de cotas seja democrática, as manifestações de preconceito disfarçadas de opinião configuram crime. A UFSC foi contatada para se posicionar sobre a polêmica, mas não respondeu até o fechamento desta reportagem.
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