Ex-fuzileiro de SC detalha tática de ‘captura cirúrgica’ dos EUA para prender Maduro

Operação de ‘precisão cirúrgica’

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Um catarinense que serviu no Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos, Alexandre Danielli, revelou detalhes sobre a estratégia que, segundo ele, foi empregada na operação que resultou na captura do ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. Danielli, natural de Joaçaba e com 19 anos de residência nos EUA, descreveu a ação como uma “tática de captura”, e não de guerra, focada em minimizar danos colaterais, preservar vidas de agentes e evitar mortes do lado adversário.

Inteligência e ação rápida

De acordo com o ex-militar, a operação teria envolvido aproximadamente 150 aeronaves, incluindo helicópteros Apache, em um combate de “precisão cirúrgica”. O objetivo principal em Caracas seria a destruição da pista de pouso e do palácio onde Maduro se encontrava, visando imobilizar sua segurança. A Delta Force, unidade de operações especiais dos EUA, teria descido nas proximidades do palácio para efetuar a prisão de Maduro e sua esposa, que teriam sido capturados antes de se refugiarem em um bunker.

Espiões na guarda presidencial

Danielli ressaltou que a eficácia da operação foi ampliada pelo conhecimento prévio sobre a localização de Maduro. Relatórios oficiais indicariam a presença de espiões infiltrados na guarda do ex-presidente venezuelano, permitindo que as forças americanas soubessem de sua localização constante nos meses anteriores à captura. Essa inteligência teria sido crucial para o planejamento e execução da missão.

Acusações e processo judicial

O ex-fuzileiro também esclareceu que uma ação desse tipo não configuraria necessariamente uma declaração formal de guerra, mas sim um “ato de captura” fundamentado nas acusações já existentes contra Maduro, incluindo seu suposto envolvimento com o narcotráfico. Nicolás Maduro enfrenta agora a Justiça dos Estados Unidos, com uma audiência marcada para esta segunda-feira (5) no Tribunal Federal do Distrito Sul de Manhattan, em Nova York. Ele responderá por crimes como conspiração narcoterrorista e posse ilegal de armamentos, com pena máxima podendo chegar à prisão perpétua.

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