De Cidade dos Bilionários a Polo de Música Clássica: O Impacto do Femusc em Jaraguá do Sul

Jaraguá do Sul: Uma Nova Sinfonia Cultural

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Jaraguá do Sul, conhecida nacionalmente como a ‘cidade dos bilionários’ por abrigar a WEG, uma gigante multinacional, tem escrito um novo capítulo em sua história. Longe dos tradicionais centros musicais, o município catarinense consolidou-se como uma referência internacional em música clássica, impulsionado pelo Festival Internacional de Música de Santa Catarina (Femusc). Em duas décadas, a cidade construiu um modelo de sucesso baseado em formação artística contínua, concertos gratuitos e um significativo impacto econômico.

Femusc: 21 Anos de Tradição e Inovação

A próxima edição do Femusc, em 2026, marcará os 21 anos do festival, que já se tornou um dos maiores do gênero na América Latina. Com a expectativa de reunir mais de 400 estudantes de 21 países, o evento promete cerca de 200 concertos gratuitos, ocupando teatros, praças e espaços públicos. Essa vasta programação não só democratiza o acesso à música clássica, mas também fortalece o calendário cultural da cidade, que em 2026 celebrará seus 150 anos. O festival, que ocorrerá entre 11 e 24 de janeiro, reforça o protagonismo de Jaraguá do Sul no cenário cultural latino-americano.

Cultura que Gera Riqueza: O Impacto Econômico do Femusc

O sucesso do Femusc vai além da formação artística. O festival movimenta a economia local com um investimento estimado de R$ 3 milhões, gerando um impacto econômico potencial de R$ 18 milhões. Estudos da Fundação Getúlio Vargas indicam que cada real investido em cultura pode retornar até seis vezes para a economia local. Durante o evento, setores como hotelaria, alimentação, transporte e comércio experimentam um aumento na demanda, além da criação de empregos diretos e indiretos, demonstrando a forte ligação entre cultura e prosperidade.

Formação de Excelência: O Coração do Femusc

Reconhecido como o maior festival-escola de música erudita da América Latina, o Femusc de 2026 verá um crescimento de 20% nas inscrições, com mais de 400 jovens músicos de 21 países. Participantes do Brasil, América Latina, América do Norte, Europa, África e Oceania, incluindo pela primeira vez representantes da Macedônia do Norte e da Rússia, compõem o cenário internacional do evento. A programação abrange masterclasses, formação orquestral, regência, ópera, canto lírico, música de câmara e projetos para crianças e adolescentes. Este ano, o festival destaca a inédita ópera brasileira “Onheama”, inspirada na mitologia amazônica, com mais de 80 artistas em cena. Todo esse ecossistema é sustentado pela SCAR, instituição fundada em 1956, que atende cerca de 4,2 mil alunos — 80% bolsistas integrais — e possui um dos maiores acervos instrumentais do Brasil, consolidando Jaraguá do Sul como um polo de excelência em música clássica.

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