Corretora esquartejada em Florianópolis: O que a polícia ainda investiga sobre o crime

O crime que chocou a Grande Florianópolis

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O brutal assassinato da corretora de imóveis Luciani Aparecida Estivalet Freitas, de 47 anos, em Florianópolis, continua a mobilizar a Polícia Civil de Santa Catarina. Embora três suspeitos já tenham sido detidos e parte da dinâmica do crime tenha sido desvendada, a investigação ainda busca respostas cruciais sobre a relação da vítima com os acusados e a motivação por trás do latrocínio, roubo seguido de morte.

Quem são os suspeitos e qual o papel de cada um?

Até o momento, três pessoas foram presas sob suspeita de envolvimento no crime. Dois deles, um homem de 27 anos e sua companheira, foram capturados em Gravataí (RS) após tentarem fugir. A terceira detida é a administradora do condomínio onde viviam a vítima e o principal suspeito, presa em Florianópolis após a descoberta de pertences de Luciani escondidos em um apartamento. A polícia ainda trabalha para definir a exata participação de cada um: quem executou Luciani, quem auxiliou na ocultação do corpo e quem se beneficiou das compras realizadas com os dados da corretora após sua morte. Um adolescente de 14 anos, irmão do principal suspeito, também foi localizado comprando itens com os dados da vítima.

A dinâmica do assassinato e a ocultação do corpo

As investigações preliminares apontam que Luciani foi morta entre os dias 4 e 5 de março, dentro de seu próprio apartamento. O corpo teria permanecido no local até a madrugada do dia 7, quando foi retirado pelos suspeitos e levado para Major Gercino, a cerca de 106 km da capital. Lá, os restos mortais foram divididos em cinco pacotes e jogados em um córrego. Até agora, apenas o tronco da vítima foi encontrado, o que dificulta a perícia para determinar a causa exata da morte. A polícia ainda busca as demais partes do corpo e o instrumento utilizado no crime, além de confirmar se mais de uma pessoa participou diretamente da execução.

Motivação: Latrocínio ou homicídio seguido de roubo?

A principal linha de investigação aponta para latrocínio, com a suspeita surgindo após a identificação de movimentações financeiras e compras feitas com os dados de Luciani após seu desaparecimento. Diversos produtos foram adquiridos em plataformas de e-commerce e retirados por um adolescente que morava no mesmo residencial. Pertences da vítima, como notebook e televisão, também foram encontrados escondidos. No entanto, a polícia ainda investiga se o roubo foi a motivação inicial ou se o homicídio ocorreu primeiro e, posteriormente, houve a apropriação dos bens.

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O passado criminal e o alerta das mensagens

Um ponto que chama atenção é o histórico criminal do principal suspeito. O homem de 27 anos, que usava um nome falso em Santa Catarina, era foragido da Justiça de São Paulo por um latrocínio cometido em 2022. A polícia catarinense investiga se ele pode estar envolvido em outros crimes. O desaparecimento de Luciani foi notado por familiares após estranharem mensagens enviadas pelo celular da corretora, que apresentavam erros gramaticais incomuns e não condiziam com seu modo de escrita. Ao irem ao apartamento, encontraram o local revirado e com alimentos estragados, aumentando as suspeitas.

Quem era Luciani Aparecida Estivalet Freitas?

Natural de Alegrete (RS), Luciani Aparecida Estivalet Freitas morava sozinha em Florianópolis e se identificava nas redes sociais como administradora de imóveis, turismóloga e corretora. Mantinha contato frequente com familiares no Rio Grande do Sul. A investigação segue em andamento para esclarecer todos os detalhes do crime e definir responsabilidades.

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