Viagem para Bali sem filas: 10 lugares a evitar e alternativas autênticas para escapar das multidões

Viagem para Bali sem filas: 10 lugares a evitar e alternativas autênticas para escapar das multidões

Como fugir dos pontos mais superlotados da ilha dos deuses — de Ubud ao sul de Bali — e descobrir templos, trilhas e vilarejos menos explorados

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Bali reúne algumas das paisagens mais icônicas do Sudeste Asiático, mas a fama também trouxe lotação, atrações encenadas para fotos e impactos ambientais. Se a ideia é sentir a ilha com calma — absorver cachoeiras, arrozais e rituais — convém evitar os lugares que viraram obrigatoriedade do Instagram e optar por rotas e experiências mais autênticas.

Por que evitar os pontos mais famosos

O turismo concentrado transforma cenários em cenários preparados para a foto perfeita: filas, cenários cenográficos, ingressos com túnicas e experiências comercializadas. Além do desconforto, há consequências ambientais e culturais — conversão de arrozais em empreendimentos, entulho e pressão sobre ecossistemas costeiros. Em muitos casos, alternativas próximas oferecem a mesma beleza sem a massificação.

Lugares que vale evitar (e alternativas recomendadas)

  • Palácio da Água (Pura Taman Kemuda Saraswati) — Ubud: deixou de ser um enclave tranquilo e virou parada para fotos com filas e estruturas pensadas para Instagram. Alternativa: caminhe por templos menores em Ubud ou peça indicação a moradores para santuários menos visitados, onde a arquitetura e as cerimônias locais permanecem autênticas.
  • Alas Harum — Tegallalang (próximo a Ubud): complexo com balanços, tirolesas e exibições de civetas (Kopi Luwak) em cativeiro. Alternativa: explore os terraços de arroz de Tegallalang com guias locais independentes, ou visite vilarejos e trilhas ao redor de Sidemen e Munduk para paisagens semelhantes sem encenações.
  • Tirta Empul (banho de purificação): o ritual sacro virou atração com longas filas desde cedo. Alternativa: procure templos menores que também realizam o melukat — moradores e guias locais costumam indicar opções tranquilas para participar com respeito.
  • Canggu e Seminyak: centros de vida noturna, bares e academias que transformaram antigos arrozais em áreas urbanizadas e congestionadas. Alternativa: busque praias menos urbanizadas ao norte ou regiões rurais no leste da ilha para surfe, praia e sossego.
  • Kuta: apesar das praias extensas, áreas degradadas por festas e lixo são comuns. Alternativa: Uluwatu ainda guarda praias de surf e o templo à beira-mar com a tradicional dança Kecak — vá cedo ou no entardecer para evitar congestionamentos.
  • Nusa Lembongan e Kelingking (Nusa Penida): a popularidade de praias como Kelingking atrai multidões e até projetos de infraestrutura controversos. Alternativa: explore recantos menos frequentados do arquipélago ou dedique tempo a praias menos conhecidas na costa leste e norte de Bali.
  • Lovina (observação de golfinhos): dezenas de barcos nas manhãs em busca do clique perfeito, muitas vezes estressando os animais. Alternativa: prefira operadores conscientes que respeitem distâncias, ou escolha trilhas, cachoeiras e vilarejos do norte para uma experiência menos invasiva.
  • Pura Lempuyang (a “Porta do Céu”): filas, gestão por ingressos e fotos encenadas com reflexos artificiais. Alternativa: Templo Mãe (Besakih), na região de Sidemen, e outras portas menos difundidas entregam cenário e significado religioso sem a superlotação.

Dicas práticas para escapar das multidões

  • Visite atrações muito cedo pela manhã ou no fim de tarde, quando o fluxo de turistas diminui.
  • Pergunte a moradores e guias locais — eles conhecem templos, mirantes e trilhas pouco divulgados.
  • Evite experiências que objectificam animais (como civetas em gaiolas) e atrações feitas só para fotos.
  • Planeje menos deslocamentos longos: ficar mais tempo em uma região favorece descobertas menos turísticas.
  • Prefira operadores e hospedagens que sigam práticas sustentáveis e respeitem comunidades locais.

Respeito e sustentabilidade como bússola

Descentralizar a viagem não é só conforto: é uma forma de minimizar o impacto do turismo. Ao escolher alternativas autênticas, recusando atrações exploratórias e buscando experiências recomendadas por quem vive lá, você ajuda a preservar paisagens, tradições e modos de vida. Bali tem lugares magníficos fora do roteiro óbvio — a proposta é encontrá‑los com curiosidade e respeito.

Fonte: adaptação de reportagem originalmente publicada na Condé Nast Traveler Espanha e verificada com recomendações locais.

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