Patricia Anastassiadis: como a arquiteta que resgata o passado projeta edifícios, interiores e objetos com foco no ser humano
Uma das profissionais mais respeitadas do país reúne memória, cor e escala para transformar história e conforto em projetos contemporâneos
Não importa a escala — de edifícios a objetos —, a atuação de Patricia Anastassiadis parte de um princípio claro: a arquitetura existe para abrigar o ser humano. Esse ponto de partida orienta tanto grandes intervenções quanto peças e mobiliário, sempre com atenção à memória, à funcionalidade e ao gesto acolhedor do projeto.
“Meu jeito de projetar se baseia no princípio de que a arquitetura existe para abrigar o ser humano”
Arquitetura que abriga
A proposta de Anastassiadis privilegia programas que respondem às necessidades cotidianas e ao comportamento das pessoas. Em suas soluções, circulação, iluminação e materiais trabalham juntos para promover conforto e bem-estar, sem perder a precisão estética. A abordagem humanista evita soluções puramente formais e busca entendimento do uso real dos espaços.
Do passado ao futuro
Resgatar o passado não significa nostalgia estética: é aproveitar referências, técnicas e memórias para dar sentido ao presente e projetar o futuro. A arquiteta reutiliza elementos, dialoga com tradições e adapta materiais e ritmos construtivos, mostrando que a história pode ser matéria-prima para inovação e sustentabilidade.
Escalas e aplicações práticas
Trabalhar em várias escalas permite que princípios de projeto se desdobrem de forma coerente — do edifício ao objeto. Esse olhar integral se reflete em tendências observadas no mercado: paletas cromáticas que valorizam o ato de receber; soluções rápidas e funcionais para renovação de banheiros; estratégias de home staging que destacam o uso real dos ambientes; e intervenções simples, como cabeceiras criativas ou plantas no hall que ampliam a sensação de acolhimento.
Dicas práticas inspiradas na abordagem
- Priorize a experiência humana: organize o espaço segundo como as pessoas vivem e se movem nele.
- Use memória e materiais locais para dar identidade e reduzir impactos.
- Valorize cor e objetos para compor cenários acolhedores sem grandes reformas.
Com esse repertório, Patricia Anastassiadis reafirma uma ideia central: projetar é criar abrigo — físico e emocional — para quem habita, visita ou utiliza o espaço. É esse diálogo entre passado e futuro, forma e função, que consolida sua posição como uma das mais respeitadas arquitetas e designers do país.
Sou um redator especializado em jardinagem, com formação em marketing. Combinando minha paixão por plantas com habilidades em comunicação, crio conteúdo cativante e informativo sobre jardinagem, ajudando as pessoas a transformarem seus espaços verdes. Minha missão é compartilhar conhecimento e inspirar outros amantes de plantas a cultivarem jardins vibrantes e cheios de vida.