Guia cultural 2026: 8 exposições internacionais de design para anotar — retrospectivas históricas e experimentos com som, fungos e cor

Guia cultural 2026: 8 exposições internacionais de design para anotar — retrospectivas históricas e experimentos com som, fungos e cor

Museus ao redor do mundo já confirmaram mostras que vão do som como projeto de design às grandes retrospectivas de nomes que moldaram o século 20; veja onde e quando conferir as principais atrações

Retrospectivas históricas que redesenham narrativas do design

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O início de 2026 terá um foco claro em retrospectivas que reposicionam ícones do design moderno para novas gerações. Em Milão, a Triennale Milano abre, de 25 de março a 6 de setembro de 2026, a mostra dedicada a Lella e Massimo Vignelli. A grande retrospectiva reúne objetos, móveis, esboços, fotografias, marcas e publicações para reconstruir a trajetória intelectual do casal e sua atuação entre Milão e Nova York. A mostra foi desenvolvida em colaboração com o Vignelli Center for Design Studies e com a família Vignelli.

No Schaudepot do Vitra Design Museum, em Weil am Rhein, a exposição Verner Panton: forma, cor e espaço (23 de maio de 2026 a 9 de maio de 2027) celebra os 100 anos do designer dinamarquês, com destaque para a emblemática Cadeira Panton, a instalação Visiona II e a reconstrução da lendária Paisagem Fantástica de 1970. Essas retrospectivas convidam o público a reavaliar como forma, cor e comunicação visual foram pensadas ao longo do século 20.

O som como material de projeto: A Arte do Ruído

No Cooper Hewitt Smithsonian Design Museum, em Nova York, a exposição A Arte do Ruído propõe olhar o áudio como elemento de design capaz de alterar nossa percepção do espaço. Em cartaz de 13 de fevereiro a 19 de julho de 2026, a mostra reúne peças do acervo do próprio Cooper Hewitt e do SFMOMA e apresenta obras sonoras inéditas do coletivo sueco Teenage Engineering e da artista Devon Turnbull. A proposta é mapear conexões entre tecnologia, arquitetura sonora e experiência sensorial, mostrando como o design molda ambientes auditivos.

Bio-design e pensamento anárquico: FUNGI no Nieuwe Instituut

Em Roterdã, o Nieuwe Instituut recebe a exposição FUNGI: Anarchist Designers, curada pela antropóloga Anna Tsing e pelo arquiteto e artista Feifei Zhou (do coletivo terriStories). Em cartaz até 8 de agosto de 2026, a mostra desafia leituras simplistas sobre fungos como mera matéria-prima sustentável: propõe vê‑los como co-criadores capazes de articular alianças entre humanos e outros seres. A curadoria percorre escalas e cenários variados — de ecossistemas e plantações a objetos domésticos e ambientes hospitalares — para pensar o papel dos fungos na reorganização de práticas de design e cuidado.

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Isamu Noguchi e o museu como obra

Outra grande atração em Nova York é a mostra no The Isamu Noguchi Foundation and Garden Museum, em cartaz de 4 de fevereiro a 13 de setembro de 2026. A exposição investiga a relação profunda de Noguchi com a cidade — como o contexto material e social moldou sua produção e, em contrapartida, como suas intervenções transformaram o espaço urbano. A mostra também celebra o aniversário de 40 anos da instituição e destaca a ambição contínua de Noguchi em projetar espaços públicos voltados ao convívio e ao brincar.

Esses cinco destaques compõem boa parte das mostras esperadas para o começo de 2026; a curadoria internacional prevê, ao todo, oito exposições relevantes no mesmo período, com outras programações e feiras que deverão ser confirmadas nas próximas semanas.

O que esperar e como planejar a visita

Algumas dicas práticas para quem pretende viajar ou programar saídas locais:

  • Verifique as datas oficiais e eventuais extensões: algumas mostras já têm períodos longos (como a do Vitra) e outras podem sofrer mudanças de calendário.
  • Reserve ingressos com antecedência: museus em Nova York, Milão e Roterdã costumam adotar entrada por horário para exposições muito procuradas.
  • Combine visitas com programas complementares: palestras, tours guiados e catálogos podem ampliar a compreensão das exposições, especialmente em mostras de caráter experimental.
  • Fique atento a conteúdos digitais: muitos museus oferecem material online que antecipa ou aprofunda as mostras, útil para quem não pode viajar.

O início de 2026 promete ser um momento rico para quem acompanha design e arquitetura: a combinação entre grandes retrospectivas e investidas experimentais — sonoras, biológicas e cromáticas — desafia tanto especialistas quanto o público geral a repensar a relação entre forma, função e mundo vivo.

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