Como economizar em uma reforma após comprar sua casa: 10 estratégias de arquitetos para planejar, priorizar e reduzir custos sem perder qualidade

Como economizar em uma reforma após comprar sua casa: 10 estratégias de arquitetos para planejar, priorizar e reduzir custos sem perder qualidade

Especialistas explicam onde investir, o que preservar e quais intervenções fazer por conta própria para reformar dentro do orçamento

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Reformar uma casa nova não precisa virar um rombo no orçamento. Arquitetos consultados afirmam que economia começa no planejamento: definir escopo, fases e prioridades evita improvisos caros e permite decisões mais certeiras. Com escolhas certas em materiais, mão de obra e intervenções, é possível obter resultado estético e duradouro sem estourar o custo previsto.

1. Planejamento rigoroso antes da obra

Antes de quebrar paredes ou comprar tudo o que vê pela frente, faça um projeto com medidas, plantas e orçamento detalhado. Profissionais como os do Fos Studio reforçam que contratar um arquiteto muitas vezes reduz custos, porque evita erros, retrabalhos e compras equivocadas. Dividir a reforma em fases — por exemplo, prioridade em instalações hidráulicas e elétricas, depois acabamentos — permite organizar fluxo de caixa e executar etapas sem pressa.

2. Saiba onde cortar custos (e onde não economizar)

Há cortes que valem a pena e outros que saem caros no médio prazo. Evite mexer em estrutura, deslocar cozinha ou banheiros e reduzir gastos com elétrica e encanamento: esses itens têm impacto direto em segurança e durabilidade. Em contrapartida, investir em janelas com bom vedamento, isolamento e iluminação LED pode exigir gasto inicial maior, mas reduz contas e manutenção ao longo do tempo.

3. Transforme em vez de substituir

Muitos móveis e portas estão em bom estado e recebem nova vida com pintura, laqueamento ou verniz. Álvaro, arquiteto citado, sugere avaliar o potencial do que já existe: pintar armários, envernizar madeira ou trocar apenas a bancada da cozinha pode gerar impacto visual grande sem o custo de móveis planejados novos. Exemplos práticos:

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  • Pintar portas internas e armários com tinta específica para dar acabamento moderno.
  • Envernizar ou repaginar móveis de madeira em vez de trocá-los.
  • Trocar bancada, puxadores e revestimentos pontuais para renovar a cozinha sem demolir tudo.

4. Pequenas intervenções com alta transformação visual

Tinta é a solução de baixo custo com maior retorno estético. Pintar um cômodo inteiro (paredes, teto e rodapés) na mesma cor cria sensação de ambiente renovado sem grande gasto; pintar o teto em tonalidade mais escura traz aconchego e muda a percepção do espaço. Outra alternativa barata: investir em um projeto de iluminação que valorize texturas e destaque áreas, usando LEDs que consomem menos energia — redução de até 80% no consumo de luz, segundo profissionais.

5. Materiais com boa relação custo-benefício

Não é preciso optar sempre pelo mais caro para ter bom resultado. Porcelanatos que imitam pedra, pisos vinílicos para áreas úmidas e marcenarias em laminados ou MDF laqueado oferecem aparência sofisticada com custo inferior ao de materiais naturais. A dica é escolher onde investir: superfícies de convivência e instalações principais podem receber materiais melhores, enquanto áreas secundárias usam alternativas econômicas.

6. DIY com critério e ajuda profissional quando necessário

Para os mais experientes, tarefas como pintura, aplicação de azulejos simples ou troca de piso podem ser feitas por conta própria, reduzindo mão de obra. No entanto, serviços que envolvem hidráulica, elétrica ou impermeabilização exigem profissional qualificado para evitar problemas posteriores. Álvaro ressalta que aprender via vídeos e guias é viável, mas escolher bem o que deixar para o DIY é essencial.

7. Comparar orçamentos de forma objetiva

Peça várias propostas, mas sempre com escopo claro e itens equivalentes. Preços muito discrepantes normalmente indicam diferenças de qualidade, materiais ou garantias. Prefira profissionais recomendados e experientes: às vezes, o mais barato sai caro. Não prolongue em excesso a busca; atrasos na obra também encarecem o projeto.

Em resumo: economizar em uma reforma após comprar a casa passa por planejamento, priorização e olhar crítico sobre o que conservar. Investir em base técnica (instalações e isolamento), apostar em iluminação e transformar o que já existe são estratégias que equilibram custo, estética e durabilidade. Com essas decisões, é possível reformar dentro do orçamento sem abrir mão do resultado.

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