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Com livros por todo canto, casa londrina da escritora jamaicana Yvonne Bailey‑Smith guarda memórias de mil vidas e revela suas muitas versões

Com livros por todo canto, casa londrina da escritora jamaicana Yvonne Bailey‑Smith guarda memórias de mil vidas

Mãe, terapeuta e escritora: um lar que funciona como arquivo pessoal e refúgio criativo

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Na casa londrina de Yvonne Bailey‑Smith, os livros não são apenas decoração — são pilares de uma história de migração, maternidade e reinvenção profissional. Natural da Jamaica e radicada na Grã‑Bretanha, Yvonne, mãe de três filhos, construiu ao longo dos anos um espaço em que cada estante, caderno e objeto parece guardar fragmentos de vidas vividas em diferentes papéis.

A casa como arquivo pessoal

Os ambientes, segundo quem conhece a escritora, misturam obras de literatura, textos profissionais e cadernos de anotações que transitam entre a criação literária e o trabalho em psicoterapia. Livros empilhados em mesas, prateleiras que chegam ao teto e pilhas de papéis são descritos como rastro físico de uma trajetória multifacetada: ali se acumulam leituras, consultas e memórias familiares.

Trajetória e identidades

Yvonne Bailey‑Smith é frequentemente lembrada pelas múltiplas identidades que cultiva — filha de uma ilha caribenha, profissional na capital britânica, mãe e terapeuta — e seu lar reflete essa sobreposição de papéis. A convivência entre objetos pessoais e materiais de trabalho mostra como as experiências migratórias e as responsabilidades familiares se entrelaçam na vida cotidiana.

Refúgio criativo e afetivo

Além de local de trabalho, a casa funciona como refúgio. Fontes próximas relatam que espaços de leitura e cantos de escrita são usados tanto para produzir textos quanto para receber familiares e preservar relatos orais. Esse ambiente íntimo ajuda a explicar a produção literária e o compromisso com o cuidado psicológico que marcam a carreira de Yvonne.

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Preservar lembranças e transmitir histórias

Ao reunir memórias de diferentes fases — da Jamaica à Grã‑Bretanha, da maternidade à prática clínica — a casa da escritora torna‑se um inventário afetivo. Objetos cotidianos e livros servem como ponte entre gerações e como fonte para futuras narrativas, mantendo vivas as muitas versões de uma trajetória repleta de deslocamentos, adaptações e criatividades.

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