Cine Copan reabre em 2027 como Nu Cine Copan e retoma projeto original de Oscar Niemeyer
Fechado desde os anos 1980, o novo espaço reúne cinema, performances e o Pivô para devolver ao térreo do Copan sua vocação pública e arquitetônica
O Cine Copan, no coração do centro de São Paulo, voltará a funcionar em 2027 sob o nome Nu Cine Copan, encerrando quase cinco décadas de portas fechadas. A reabertura pretende não apenas recuperar uma sala de exibição, mas reconstituir um uso emblemático pensado por Oscar Niemeyer para o térreo do edifício: um espaço de transição e convivência entre arquitetura e cidade.
Espaço e projeto
A nova sala terá cerca de 440 lugares e infraestrutura contemporânea, mas o foco do projeto está menos na tecnologia e mais na ideia de cinema como espaço cultural expandido: um palco para filmes, performances, encontros e experimentações. Ao total, cerca de 1.500 m² serão integrados de forma contínua, incluindo o foyer que será administrado pelo centro cultural Pivô.
Primeira ocupação: Hamlet nas ruínas
Antes mesmo do início das obras, o espaço começou a ganhar vida com uma ocupação provisória: a peça “Hamlet: Sonhos que Virão”, dirigida por Rafael Gomes e estrelada por Gabriel Leone, estreia em fevereiro. A montagem foi concebida para dialogar diretamente com a arquitetura e a materialidade do antigo cinema, integrando interpretações às ruínas e ativando o local como cenário vivo — um gesto simbólico que aproxima o público da memória do lugar.
Integração com o Pivô
O Pivô, que ocupa o mezanino do Copan há mais de 15 anos, será parte central da operação do Nu Cine Copan. A articulação entre cinema e centro cultural recupera o desenho original previsto por Niemeyer para a área de convivência, transformando o conjunto em um polo cultural contínuo no térreo do edifício.
Significado para o centro de São Paulo
Ao reassumir seu papel no térreo do Copan, o Nu Cine Copan simboliza a retomada de uma história interrompida: arquitetura, cultura e cidade novamente indissociáveis. Mais do que um novo endereço para o audiovisual, a reabertura reforça a importância do centro como território de experimentação cultural e de memória arquitetônica.
Sou um redator especializado em jardinagem, com formação em marketing. Combinando minha paixão por plantas com habilidades em comunicação, crio conteúdo cativante e informativo sobre jardinagem, ajudando as pessoas a transformarem seus espaços verdes. Minha missão é compartilhar conhecimento e inspirar outros amantes de plantas a cultivarem jardins vibrantes e cheios de vida.