Ateliê Kaue Fuoco: por que o novo espaço permanente do coletivo Kura em frente à antiga Telesp é parada obrigatória da DW! São Paulo 2026

Ateliê Kaue Fuoco: por que o novo espaço permanente do coletivo Kura em frente à antiga Telesp é parada obrigatória da DW! São Paulo 2026

Depois de seis anos ocupando espaços históricos, o coletivo ganha um endereço fixo que traduz sua relação com arquitetura e memória urbana

Anúncio

O coletivo Kura inaugurou durante a DW! Semana de Design de São Paulo 2026 seu primeiro ateliê permanente, batizado Ateliê Kaue Fuoco. Instalado em frente ao prédio histórico da antiga Telesp, projetado pelo arquiteto Franz Heep, o novo espaço marca uma mudança de escala na trajetória do grupo, construída ao longo de seis anos de ocupações artísticas em edifícios históricos da cidade.

Origem e percurso do Kura

O modo de atuação do Kura passou por locais como a Ocupação 9 de Julho, o edifício da antiga Telesp e o Noviciado do Ipiranga. Em cada intervenção, o coletivo tratou o próprio lugar como parte do processo criativo, deixando que arquitetura, memória e materiais influenciassem as obras e conexões geradas ao longo do tempo. O Ateliê Kaue Fuoco consolida esse percurso ao transformar uma prática nômade e situacionista em um endereço fixo de produção e pesquisa.

Um ateliê que é ateliê, arquivo e laboratório

O espaço ocupa dois andares e um mezanino e funciona como base para criação, pesquisa e encontros. Mobiliários desenvolvidos a partir de garimpos urbanos e materiais reaproveitados da antiga companhia telefônica foram ressignificados em elementos do ambiente. O resultado é um local híbrido, simultaneamente estúdio, arquivo material das ocupações e laboratório de experimentação.

Programação e convidados durante a DW! 2026

Para a semana de design, o ateliê prepara uma série de intervenções e ativações artísticas. Entre os convidados estão o artista Cebola, com uma projeção no subsolo em diálogo com equipamentos remanescentes da antiga Telesp; Diego Alcenso Lemos, que fará uma customização de motocicleta ao vivo; Rodolpho Rivolta, com uma obra interativa baseada em espelhos; e Fernanda Romão, que estreia uma instalação inédita. A programação ainda inclui o projeto musical Deep Black Sea, assinado por Santi Roig e Fernanda Romão, reforçando o caráter híbrido do local.

Anúncio

O significado da abertura

A formalização do Ateliê Kaue Fuoco representa para o Kura a tradução em endereço fixo da mesma lógica de experimentação e ativação cultural que orientou suas ocupações pela cidade. Mais que um ponto na rota da DW! São Paulo 2026, o ateliê surge como um laboratório onde memória, arquitetura e produção contemporânea se encontram, oferecendo novas possibilidades para artistas e público.

Deixe uma resposta