Agenda cultural março 2026: as melhores exposições de arte, arquitetura e design para visitar em São Paulo, Rio, Salvador, Curitiba e Belém
Seleção da temporada reúne grandes nomes da arquitetura e do design, exposições individuais e coletivas, mostras institucionais e a principal feira de revestimentos do país
São Paulo: circuito intenso entre museus, galerias e feiras
Março em São Paulo traz uma programação densa para quem acompanha arte, arquitetura e design. Na ponta do calendário, a Expo Revestir (9 a 13 de março) retorna ao Pavilhão São Paulo Expo com mais de 300 marcas expositoras — um ponto de encontro para profissionais do setor que combina lançamentos, conteúdo curado e ações voltadas a arquitetos e designers de interiores.
No campo da arquitetura, duas mostras no Instituto Tomie Ohtake merecem destaque: Ruy Ohtake – Percursos do habitar (7 de março a 31 de maio), que ocupa a nova fase da Casa‑ateliê Tomie Ohtake e apresenta seis projetos residenciais representativos da trajetória do arquiteto; e Et Cetera (5 de março a 17 de maio), mostra ampla sobre a obra plural de Isay Weinfeld, concebida mais como um modo de pensar do que como retrospectiva cronológica.
O circuito galerístico oferece estreias e retornos: na Galeria Estação, Rafael Pereira: A Cabeça de Zumbi (5 de março a 11 de abril) apresenta 27 pinturas inéditas e uma série dedicada a divindades do candomblé; a Galeria Pórtico inaugura Epitélio (até 11 de abril), a individual de Peter de Brito que cruza biologia, corpo e memória racial; e a DAN Galeria reúne novos nomes em Aurora (até 18 de abril).
A CAIXA Cultural São Paulo apresenta Solidão Coletiva (3 de março a 12 de julho), individual de Julio Bittencourt com séries fotográficas produzidas em grandes metrópoles. Na Galeria Gravura Brasileira, Renina, 100 (10 de março a 15 de abril) revisita a produção gráfica de Renina Katz ao longo de décadas.
Para quem busca propostas experimentais e coletivas, a Casa de Cultura do Parque inaugura, em 28 de março, uma sequência de projetos curatoriais — O horror, o humor e o absurdo, Badauê, Calendário e Vazante — que ocupam galerias, fachada e o projeto 280×1020 com trabalhos que transitam entre cinema, pintura e intervenção urbana.
Rio, Salvador, Belém, Curitiba e Belo Horizonte: mostras que ampliam percepções locais
O Rio de Janeiro abre março com a individual de Marjô Mizumoto na Galeria Anita Schwartz: Aonde eu queria estar (4 de março a 18 de abril) reúne pinturas de grande formato que transformam cenas cotidianas em imagens de forte carga emocional.
No Nordeste e Norte, as sedes da CAIXA Cultural exibem programas representativos: em Salvador, Toda Árvore Tem Raiz (até 10 de maio) é a primeira individual de Yacunã Tuxá, com 25 trabalhos que dialogam entre memória indígena e cidade; em Belém, A forma viva na arte de Véio (3 de março a 31 de maio) apresenta cerca de 200 obras do escultor Cícero Alves dos Santos, com ênfase em peças híbridas entre humano, animal e mito.
Curitiba recebe A imagem não serve (11 de fevereiro a 10 de maio) — a primeira individual de Eder Santos na capital — com 14 videoinstalações que atravessam quatro décadas de experimentação com imagem, corpo e tecnologia. Em Belo Horizonte, a Funarte expõe A gente é muita gente (17 a 28 de março), primeira individual de Ciana Brandão, que combina pintura em vidro, instalação e vídeo‑performance em torno de ancestralidade e memória materna.
Cinema, pesquisa audiovisual e práticas performativas em foco
Entre as programações que fogem do catálogo estritamente pictórico ou escultórico, a retrospectiva O Cinema anticolonial de Sarah Maldoror (até 22 de março) no CCBB São Paulo oferece uma oportunidade rara para ver curta e longas‑metragens de uma das primeiras cineastas negras a filmar na África. A mostra evidencia a combinação entre rigor político e sensibilidade poética que marcou sua filmografia.
Outras exposições destacam pesquisas híbridas: apesar de (18 a 28 de março), no Ateliê Casa Um, reúne cinco artistas mulheres em uma reflexão sobre persistência e reinvenção; e a individual de Ciana Brandão em Belo Horizonte ativa ateliê aberto e práticas performativas que convocam o público a participar da construção do sentido.
Dicas práticas para planejar visitas em março
- Verifique horários e políticas de entrada: muitas exposições em instituições públicas têm entrada gratuita, mas eventos especiais e feiras como a Expo Revestir exigem credenciamento ou ingresso pago.
- Priorize por tema e localização: na capital paulista, concentre visitas por região (Pinheiros/Paulista/Alto de Pinheiros) para aproveitar galerias e centros culturais no mesmo dia.
- Consulte sites e redes oficiais: exposições podem alterar horários ou abrir programação educativa; confira detalhes e possíveis pré‑agendamentos antes de sair de casa.
- Reserve tempo para mostras extensas: retrospectivas e coletivas institucionais — como as do Tomie Ohtake, CCBB e CAIXA Cultural — costumam exigir pelo menos 1h a 2h para uma visita proveitosa.
Março apresenta uma oferta plural: da feira profissional que dita tendências para design de interiores ao panorama da produção contemporânea e historiográfica em arte e cinema. Planeje sua rota conforme interesses e horários — muitos dos destaques listados têm entrada gratuita ou programação educativa que amplia o acesso às exposições.
Sou um redator especializado em jardinagem, com formação em marketing. Combinando minha paixão por plantas com habilidades em comunicação, crio conteúdo cativante e informativo sobre jardinagem, ajudando as pessoas a transformarem seus espaços verdes. Minha missão é compartilhar conhecimento e inspirar outros amantes de plantas a cultivarem jardins vibrantes e cheios de vida.