5 tendências da Semana de Design de Paris 2026 que vão transformar a decoração da sua casa — ondas, aço, estampas animais, florais e texturas

5 tendências da Semana de Design de Paris 2026 que vão transformar a decoração da sua casa — ondas, aço, estampas animais, florais e texturas

Do refinamento das estampas animais às texturas táteis, as novidades vistas na capital francesa apontam caminhos claros para os nossos lares

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A Semana de Design de Paris 2026 trouxe coleções que reconfiguram elementos clássicos do décor e indicam como poderão ser as casas nos próximos anos. Entre apresentações em apartamentos no rue St‑Honoré e mostras de grandes marcas, cinco pistas se repetiram: estampas animais reinventadas, um neorromantismo atualizado, florais com novas leituras, superfícies texturizadas e a presença do aço aliada a formas onduladas. Veja a seguir o que cada tendência significa e como adaptá‑la em casa.

1. Estampas animais: luxo discreto e atitude

O animal print surge em Paris com uma leitura menos óbvia e mais sofisticada. A coleção Untamed, da House of Hackney, reuniu tecidos e papéis de parede que tratam pele de serpente, listras de zebra, guepardo e motivos de girafa como homenagem à natureza — não como mercadoria. As combinações de cores inesperadas e discretas conferem às padronagens um ar refinado. Como disse Frieda Gormley, cofundadora da marca: “Nunca encontramos uma estampa animal de que não gostássemos” — um convite a usar o motivo com atitude, em doses controladas, para dar personalidade sem pesar o ambiente.

2. Neorromantismo: paixão com atitude e arquivo repaginado

O romance ganha uma versão contemporânea na colaboração entre Cole & Son e Vivienne Westwood: padrões de passarela transformados em papéis e tecidos que coexistem em uma “galeria habitada” — um apartamento com cozinha em aço inoxidável. O resultado mistura tartã, ondulações ampliadas e interpretações florais abstratas que mesclam história e irreverência, indicando que o romântico de amanhã passa por camadas de referência e um toque de provocação.

3. Florais repensados: do vintage ao gráfico

Os florais, onipresentes, aparecem em versões que vão do batik descontraído ao grafismo desconstruído. Ralph Lauren apresentou a linha Meadow Lane, com florais vintage e paleta azul e branca de inspiração costeira; a Schumacher levou um floral da Era Dourada ao formato digital e reversível; e a Liberty atualizou arquivos de 150 anos para novos papéis de parede. A mensagem é clara: florais continuam úteis, mas com tratamentos que conversam com estilos muito distintos.

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4. Ondas, aço e superfícies que dialogam

Formas sinuosas e o uso do aço ganharam destaque — sejam cozinhas em inox que aparecem como elementos cenográficos, seja móveis e painéis com curvas fluidas. Essa combinação traduz uma casa que reúne o industrial refinado do metal com a suavidade do desenho orgânico. Resultado prático: peças com linhas onduladas em metal ou revestimentos curvos que suavizam esquemas rígidos e ajudam a criar ambientes mais acolhedores e contemporâneos.

5. Textura sob medida: tapeçarias, plissados e brincadeira

A textura voltou com força. Releitura de tapeçarias clássicas em murais cênicos contrasta com luminárias plissadas da Lalique que remetem à alta-costura e coleções lúdicas como as Teddy Air, esculturas neo‑pop que lembram ursos infláveis. O encontro entre o artesanal, o couture e o divertido indica que toques têxteis — dos painéis às luminárias — serão as formas mais eficientes de trazer calor e identidade aos ambientes.

Como aplicar em casa: misture com parcimônia — um papel de parede animal refinado, uma peça metálica ondulada, almofadas florais atualizadas e um painel texturizado já renovam um espaço. As tendências de Paris mostram que o futuro dos lares é plural: confortável, investigativo e visualmente autoral.

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