16 museus, centros culturais e edifícios que devem abrir em 2026 — de Xangai a São Paulo, a arquitetura que promete marcar o ano

16 museus, centros culturais e edifícios que devem abrir em 2026 — de Xangai a São Paulo, a arquitetura que promete marcar o ano

Selecionamos projetos em obras ao redor do mundo, assinados por nomes como Snøhetta, Peter Zumthor e Zaha Hadid Architects, com espaços culturais, arenas e centros sustentáveis previstos para inaugurar em 2026.

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Ao longo de 2026, cidades de diferentes continentes devem receber uma leva de projetos arquitetônicos que combinam ambição formal, programas culturais e — em muitos casos — um forte apelo público. A seguir, destaques de obras em construção que prometem se tornar referências locais e pontos de atração para moradores e visitantes.

Grandes marcos culturais internacionais

Shanghai Grand Opera House — Snøhetta, Xangai (China). A nova ópera projetada pelo escritório norueguês traz salas de espetáculo e uma praça pública complementadas por uma impressionante escada em espiral ao ar livre que conecta áreas públicas ao telhado, oferecendo vista panorâmica para o rio Huangpu.

LACMA (Los Angeles County Museum of Art) — Peter Zumthor com SOM, Los Angeles (EUA). A renovação assinada pelo suíço Peter Zumthor reabre o LACMA em 2026 com áreas ampliadas. A proposta de concreto e vidro se desdobra em uma longa forma sinuosa, apoiada sobre sete pavilhões estruturais irregulares, e explora intensamente o jogo de luz e sombra.

Lucas Museum — MAD Architects, Los Angeles (EUA). Idealizado por George Lucas e Mellody Hobson, o museu privilegia uma fachada curva e orgânica que reforça o caráter narrativo da coleção e a relação entre arquitetura e cinema.

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Novos polos urbanos e iniciativas nacionais

Museu da Imagem e do Som (MIS) — Diller Scofidio + Renfro, Rio de Janeiro (Brasil). Transferido da Lapa para um edifício em Copacabana, o MIS ocupa volumes empilhados na orla, projetados para abrigar exposições dedicadas ao universo audiovisual; obra em andamento desde 2010 e prevista para 2026.

Sesc Parque Dom Pedro II — Una Arquitetos, São Paulo (Brasil). Instalado no centro, em frente ao Mercado Municipal, o Sesc terá 30 mil m² e um edifício de oito andares com piscinas, ginásio, biblioteca, restaurante, salas de ginástica, espaço cênico e áreas verdes. O projeto se destaca por amplas aberturas, terraços cobertos e volumes empilhados.

Projetos com linguagem escultural e integração paisagística

Yidan Center — Zaha Hadid Architects, Shenzhen (China). Um complexo cultural e educacional com mais de 165 mil m², marcado por fachadas curvas e terraços que se abrem para um “cânion” central ao ar livre, inspirado na paisagem montanhosa local.

Museu de Arte Contemporânea de Suzhou — BIG, Suzhou (China). O projeto do escritório dinamarquês combina linguagem arrojada com referências à arquitetura tradicional chinesa, buscando fluidez entre interior e exterior e entre arte e cidade.

V&A East Museum — O’Donnell + Tuomey, Londres (Reino Unido). Localizado no Queen Elizabeth Olympic Park, o novo espaço do Victoria and Albert Museum chama atenção pela fachada angular e multifacetada; é o segundo endereço da instituição na região, após o V&A East Storehouse.

Iniciativas comunitárias, sustentáveis e esportivas

Casa Wabi — Mushroom Pavilion — OMA, Oaxaca (México). Integrado ao campus da Casa Wabi, o pavilhão experimental tem forma elipsoide que remete a um ovo. Concebido para cultivar fungos e promover trocas alimentares com comunidades locais, será ligado à cozinha da fundação e do Hotel Escondido.

Centro Cultural e Espiritual Ewés — Kéré Architecture, Notsè (Togo). Com 7 mil m², o projeto privilegia materiais regionais, ventilação natural e técnicas locais de construção, valorizando saberes e práticas comunitárias.

Lawson Centre for Sustainability — MECANOO, Toronto (Canadá). Localizado no Trinity College, Universidade de Toronto, o centro acadêmico prioriza soluções sustentáveis, eficiência energética e espaços colaborativos voltados à pesquisa e à educação ambiental.

Milano Santa Giulia Arena de Hóquei — David Chipperfield Architects, Milão (Itália). Integrada ao plano de regeneração urbana de Santa Giulia e prevista para os Jogos Olímpicos de Inverno, a arena tem capacidade para 14 mil pessoas e adota forma elíptica inspirada no anfiteatro, reinterpretada com tectônica contemporânea.

Estádio Inter Miami Freedom Park — Manica Architecture (EUA). Parte de um complexo esportivo em Miami que inclui áreas verdes e equipamentos de lazer, o estádio com capacidade para 25 mil pessoas será complementado por hotéis, restaurantes e quadras projetados pelo Arquitectonica.

Esses projetos representam apenas parte da movimentação arquitetônica prevista para 2026, período que deve reforçar a presença de arquitetos de diferentes gerações e abordagens — do escopo escultórico ao foco em sustentabilidade e usos comunitários. Muitos dos edifícios buscam não só abrigar programas culturais e esportivos, mas também transformar praças, orlas e áreas centrais, ampliando o acesso público e redesenhando a paisagem urbana local.

Ao acompanhar essas inaugurações, vale observar como números, materiais e soluções técnicas vão dialogar com a recepção do público: algumas propostas enfatizam experiências panorâmicas e públicas (como a escada do Shanghai Grand Opera House), outras apostam na integração entre arquitetura e coleção (caso do LACMA e do Lucas Museum) e há ainda exemplos que ressaltam sustentabilidade e saberes locais (Kéré e MECANOO).

Com aberturas previstas ao redor do planeta, 2026 surge como um ano promissor para a arquitetura que se relaciona diretamente com o espaço público, a cultura e a vida cotidiana das cidades.

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