Vinho com Endosso de Neymar Jr. Mira Mercado Chinês e Projeta Venda de 700 Mil Garrafas até Junho

Expansão Internacional e Metas Ambiciosas

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A Le Prince, marca de vinhos que conta com o endosso de Neymar Jr., está traçando planos ambiciosos para o mercado internacional, com foco especial na China. A empresa projeta a venda de um volume expressivo, entre 700 mil e 1 milhão de garrafas, nos primeiros 12 meses de operação, ciclo que se encerra em junho de 2027. A expectativa de receita para este primeiro lote é de R$ 25 milhões. O lançamento oficial da marca ocorreu em 26 de junho, em um mercado de vinhos que movimentou cerca de R$ 21,1 bilhões no Brasil em 2025, com um crescimento aproximado de 9% em relação ao ano anterior, segundo dados da consultoria Ideal.BI.

Estratégia de Negociação Inovadora

Diferentemente de outras marcas que capitalizam o endosso de celebridades com preços inflacionados, a Le Prince adota uma abordagem distinta. O cofundador Lucca Sapucaia explica que o nome de Neymar Jr. é utilizado como ferramenta para negociar condições mais vantajosas diretamente com as vinícolas. “Eles [o mercado] geralmente botavam um preço um pouco mais alto porque tinha o endosso da celebridade, e a gente fez o contrário”, afirma Sapucaia. Essa estratégia visa oferecer um produto de qualidade com um posicionamento de preço competitivo.

Curadoria Especializada e Modelo de Negócio ‘Asset-Light’

A curadoria do portfólio da Le Prince é conduzida por Dirceu Vianna Junior, o primeiro brasileiro a obter o prestigiado título de Master of Wine. Ele é o responsável por todas as decisões relacionadas à seleção de vinhos, vinícolas e safras. A marca opera com um modelo de negócio “asset-light”, dispensando a necessidade de uma vinícola própria. A produção baseada no Chile é realizada em parceria com a Terra Austral, que cede parte de suas instalações. Essa flexibilidade permite à Le Prince ter acesso a um leque diversificado de vinícolas.

Presença no Mercado Brasileiro e Olhar para o Futuro

No Brasil, a Le Prince iniciou sua operação pela rede catarinense Angeloni e expandiu rapidamente para outras redes como Koch, Giassi e Condor, além de estar em negociação com o Atacadão. A empresa também destaca negociações importantes em andamento na China, que podem impulsionar significativamente suas projeções de vendas anuais. O Brasil, com um consumo per capita de vinho entre dois e três litros, apresenta um grande potencial de crescimento quando comparado a países como Argentina, Uruguai e Chile, onde o consumo médio é de cerca de 20 litros por pessoa.

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