Florianópolis Inicia Retirada de Árvores Envenenadas em Parque Comunitário Após Ataque com Herbicida Proibido

Operação de Remoção e Avaliação no Parque Ilha das Conchas

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A Prefeitura de Florianópolis iniciou nesta sexta-feira (21) a remoção de oito das dezesseis árvores envenenadas no Parque Ecológico Ilha das Conchas. O ataque, que ocorreu em 21 de abril, utilizou um herbicida de alta nocividade, cuja comercialização é proibida na capital catarinense. A operação, que acontece quatro meses após o incidente, envolve poda, remoção completa de algumas espécies e monitoramento das árvores atingidas.

Espécies Removidas e Plano de Recomposição

Nesta fase inicial, amoreiras, chefleras, ameixeiras e mangueiras estão sendo retiradas. Três eucaliptos de grande porte também serão removidos, exigindo técnicas de rapel devido à sua altura, o que pode estender o trabalho por mais alguns dias. A bióloga Daiane de Andrade, da Floram (Fundação Municipal do Meio Ambiente de Florianópolis), explicou que após a remoção inicial, as demais árvores passarão por podas e avaliações internas para determinar a necessidade de corte e iniciar o monitoramento da recuperação. O engenheiro agrônomo Luiz Antônio dos Santos Jr., do Departamento de Parques da Floram, informou que as espécies removidas serão substituídas por mudas nativas, com prioridade para árvores frutíferas, visando recompor a área afetada.

Risco à Saúde Pública e Investigação em Andamento

O envenenamento das árvores levantou preocupações sobre a contaminação dos frutos. O biólogo Paulo Horta, da UFSC, alertou em agosto que o herbicida pode ter se espalhado por toda a planta, incluindo raízes, folhas e frutos, tornando-os potencialmente tóxicos para consumo humano e animal. Na época, ele recomendou a não ingestão dos frutos e a poda das árvores como medida de segurança. A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar o caso, e um laudo emitido em junho confirmou a ação humana como causa dos danos. A investigação permanece em andamento.

Repercussão na Comunidade e Medidas Futuras

Moradores do entorno expressaram sentimentos de revolta e tristeza com o ocorrido, destacando a importância do parque como espaço de convívio. No entanto, também reconhecem a necessidade das intervenções para prevenir acidentes e riscos à saúde. A prefeitura planeja o plantio das novas mudas nos próximos dias e continuará acompanhando a recuperação das oito árvores que permanecerão no parque antes de definir o destino das demais. A retirada das espécies problemáticas, como as exóticas invasoras que já frutificavam, visa abrir espaço para o plantio e mitigar riscos.

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