Debate Eleições 2026: Duodécimo é tema central entre João Rodrigues e Gelson Merísio em Santa Catarina

Debate Eleições 2026: Duodécimo é tema central entre João Rodrigues e Gelson Merísio em Santa Catarina

Candidatos divergem sobre gestão e destinação de recursos do duodécimo, com foco em saúde e autonomia dos poderes.

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O primeiro debate entre os candidatos ao governo de Santa Catarina, promovido pelo Grupo ND neste sábado (8), foi palco de um embate sobre o duodécimo, verba destinada ao Legislativo e Judiciário. João Rodrigues (PSD) e Gelson Merísio (PSB) apresentaram visões distintas sobre a relação dos poderes com esses recursos e as propostas de alteração.

João Rodrigues propõe novo pacto para reinvestir sobras em saúde

João Rodrigues (PSD) iniciou o debate questionando Gelson Merísio (PSB) sobre a sua relação com os demais órgãos e a possibilidade de um novo pacto em relação ao duodécimo. Rodrigues destacou que a Assembleia Legislativa é o único órgão que devolve anualmente recursos ao caixa do estado, fruto de um acordo antigo. Sua proposta é um pacto mais amplo com os demais poderes, visando reinvestir 100% das sobras de recursos em saúde de alta complexidade. “Nós estamos com 116 mil pessoas na fila, aguardando uma cirurgia de alta complexidade. E essas filas não andam”, afirmou Rodrigues, ressaltando a necessidade de estruturar hospitais polo para evitar que cidadãos precisem viajar longas distâncias para tratamentos.

Gelson Merísio defende revisão do modelo e diálogo para um novo orçamento

Gelson Merísio (PSB) contextualizou a criação do duodécimo em 1994, com o objetivo de preservar a autonomia dos poderes frente a pressões do Executivo. Ele defende um novo modelo mais responsável, que mantenha a autonomia, mas que também promova um único poder público mais eficiente. Para Merísio, o orçamento é o melhor caminho, desde que implementado com diálogo e sem imposição. “Não podemos ter um poder público no Executivo com as creches, com as escolas e com as estradas, e o poder público dos poderes da plenitude do do recurso”, argumentou. Ele enfatizou a necessidade de abrir esse diálogo para que a sociedade perceba a união dos poderes em prol do serviço público.

Divergência sobre a origem da sobra de recursos

Na réplica, João Rodrigues reforçou a ideia de reinvestir as sobras em saúde, buscando um acordo com todos os órgãos, especialmente a Assembleia Legislativa. Gelson Merísio, por sua vez, apontou a sobra de recursos como uma anomalia, indicando que o duodécimo pode estar superdimensionado ou mal gerido. “Ou o duodécimo está muito alto; e se sobra na Assembleia, é muito provável também sobre no Tribunal de Justiça, sobre no Tribunal de Contas”, ponderou Merísio, reiterando a necessidade de revisão do modelo e a transição para um orçamento efetivo e compartilhado.

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Outros candidatos e formato do debate

O debate contou também com a participação de Ralf Zimmer (PRD) e foi mediado pela jornalista Tatiana Corrêa. A transmissão ocorreu pela NDTV RECORD e pelo ND Mais, com cobertura especial do Grupo ND. A ausência do governador Jorginho Melo (PL) foi lamentada por João Rodrigues, que considerou oportuno a prestação de contas do atual mandato.

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