Investigação sobre calúnia contra Lula avança
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), definiu para o dia 28 de julho, às 14h, a data em que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deverá prestar depoimento à Polícia Federal (PF). A oitiva faz parte de uma investigação que apura uma suposta calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), motivada por publicações feitas pelo parlamentar na rede social X em janeiro de 2026. Na ocasião, Flávio Bolsonaro associou o presidente Lula ao ex-líder venezuelano Nicolás Maduro, que teria sido preso pelas forças americanas, e o acusou de envolvimento em crimes como tráfico de drogas, apoio a terroristas, fraude eleitoral e lavagem de dinheiro.
PF aponta indícios contra senador
Um relatório emitido pela Polícia Federal no mês passado indicou a existência de “indícios concretos” de que Flávio Bolsonaro cometeu o crime de calúnia contra o presidente Lula. O parecer da PF foi baseado nas postagens realizadas pelo senador no dia 3 de janeiro. Diante dessas conclusões, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, ressaltou a “especial relevância” de ouvir o depoimento do senador antes que a Procuradoria-Geral da República (PGR) decida sobre a apresentação de uma eventual denúncia.
Defesa de Flávio Bolsonaro alega incompatibilidade de agenda
A decisão de Alexandre de Moraes em agendar o depoimento ocorre após a defesa de Flávio Bolsonaro ter solicitado mais prazo para a realização do ato. Inicialmente, o ministro havia concedido um prazo de 10 dias para que o depoimento fosse realizado no início deste mês. No entanto, os advogados do senador argumentaram que não seria possível compatibilizar a agenda de Flávio Bolsonaro no período solicitado. Por essa razão, e por a defesa não ter apresentado uma data e horário alternativos, o ministro decidiu marcar a oitiva por conta própria, a fim de garantir o andamento da investigação.
Moraes reforça necessidade de prosseguimento da investigação
Na decisão proferida nesta sexta-feira (17), Alexandre de Moraes enfatizou a necessidade de que o depoimento seja realizado para assegurar o regular prosseguimento das investigações. A prerrogativa de o parlamentar indicar data e horário para o seu depoimento, conforme previsto em razão de seu cargo, não foi atendida pela defesa, levando o ministro a intervir e definir a data e o horário da oitiva.
Sou um redator especializado em jardinagem, com formação em marketing. Combinando minha paixão por plantas com habilidades em comunicação, crio conteúdo cativante e informativo sobre jardinagem, ajudando as pessoas a transformarem seus espaços verdes. Minha missão é compartilhar conhecimento e inspirar outros amantes de plantas a cultivarem jardins vibrantes e cheios de vida.