Flávio Bolsonaro confirma visita a Daniel Vorcaro após prisão: “Ponto final” em negócios

Visita para encerrar negociações

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) confirmou nesta terça-feira (19), em Brasília, que visitou o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, em São Paulo, após a primeira prisão do empresário pela Polícia Federal, em novembro de 2025. Segundo o senador, o encontro ocorreu quando Vorcaro já estava em liberdade, mas sob restrições judiciais, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica. Flávio afirmou que foi até a residência do banqueiro para “botar um ponto final nessa história” e comunicar que não faria mais negócios com ele após as investigações virem à tona.

“Fui sim até o encontro dele. Ele estava restrito e não podia sair do estado de São Paulo, então fui até ele”, declarou o senador, após reunião com parlamentares do PL e em conversa com a imprensa.

Objetivo era encerrar investimentos ligados a filme

De acordo com Flávio Bolsonaro, o objetivo da conversa foi encerrar qualquer negociação pendente entre os dois lados, envolvendo investimentos ligados ao filme “Dark Horse”, obra que retrata a vida de seu pai, Jair Bolsonaro. O senador explicou que, se soubesse da gravidade da situação de Vorcaro, teria buscado outro investidor mais cedo para não colocar o filme em risco.

“Eu fui sim ao encontro dele para botar um ponto final nessa história. Dizer que, se ele tivesse me avisado que a situação era grave como essa, eu já teria ido atrás de outro investidor há muito mais tempo e o filme não correria risco”, declarou.

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Prisão de Vorcaro e repercussões

Daniel Vorcaro foi preso pela primeira vez em novembro de 2025, no Aeroporto de Guarulhos (SP), ao tentar embarcar para o exterior. Ele foi solto posteriormente, mas com medidas cautelares, como tornozeleira eletrônica. Em 4 de março de 2026, o banqueiro voltou a ser preso por determinação do ministro do STF André Mendonça, que apontou “risco concreto de interferência nas investigações”. As apurações indicam que Vorcaro manteria uma estrutura paralela de monitoramento com acesso a informações sigilosas da Polícia Federal.

Flávio Bolsonaro mencionou reportagens sobre supostas conversas envolvendo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Banco Master e o atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, como fatores que reforçaram sua percepção sobre a dimensão do caso.

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