Flávio Bolsonaro defende privatização dos Correios e critica gestão atual; veja planos para estatais

Correios na mira para privatização

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República em 2026, declarou em entrevista exclusiva ao Grupo ND que a privatização dos Correios deve ser um tema central em um eventual governo. Segundo o parlamentar, a estatal de entrega de encomendas tem registrado prejuízos significativos e perdido competitividade no mercado logístico atual.

“Os Correios são uma estatal que precisa ser privatizada”, afirmou Flávio, criticando a gestão da empresa sob o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele contrastou a situação atual com o período em que seu pai, Jair Bolsonaro, estava na presidência, alegando que a empresa apresentava lucro na época. Atualmente, a estatal teria acumulado um prejuízo de R$ 8,5 bilhões.

Críticas à gestão e ao fundo de pensão

O senador apontou que os Correios enfrentam dificuldades para manter sua capacidade de investimento e necessitam de empréstimos para cobrir despesas operacionais. Além disso, Flávio Bolsonaro mencionou problemas relacionados ao fundo de pensão dos funcionários, o Postalis, e criticou os descontos salariais impostos aos trabalhadores ativos.

“É uma competição nova que os Correios não só não se prepararam para enfrentar, como o governo colocou pessoas corroendo a máquina pública”, declarou o senador, referindo-se à gestão atual da empresa.

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Reforma administrativa e corte de gastos

Além da privatização de estatais, Flávio Bolsonaro defendeu uma reforma administrativa abrangente, com o objetivo de enxugar a máquina pública. Ele argumenta que o Estado brasileiro precisa reduzir despesas e rever privilégios em todos os poderes – Executivo, Legislativo e Judiciário. “Tem que haver corte na carne, não apenas de um poder, mas de todos os poderes”, ressaltou.

O senador também expressou preocupação com o crescimento da dívida pública, alertando para o risco de insolvência do país caso os gastos continuem a aumentar. A proposta é reorganizar as contas públicas para viabilizar a redução de impostos, impulsionar investimentos em infraestrutura e estimular o setor produtivo.

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