Fim da escala 6×1 sem redução salarial é inegociável para relator da PEC da Jornada de Trabalho

Pontos Centrais da Proposta

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A proposta de redução da jornada de trabalho no Brasil avança na comissão especial da Câmara dos Deputados com duas premissas consideradas inegociáveis pelo relator, Leo Prates (PDT-BA): o fim da escala 6×1 e a garantia de que não haverá redução salarial para os trabalhadores. A afirmação foi feita pelo deputado após uma reunião com centrais sindicais que, além desses dois pontos, pediram agilidade na tramitação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição).

A PEC busca estabelecer uma jornada de trabalho mais amena, com especial atenção às necessidades das mulheres. O objetivo, segundo Prates, é construir um texto equilibrado que contemple os interesses dos trabalhadores sem desconsiderar os impactos sobre o setor produtivo.

Cronograma Acelerado e Diálogo Social

A comissão especial pretende aprovar um cronograma de trabalhos ainda nesta semana. O presidente da comissão, Alencar Santana (PT-SP), já antecipou uma audiência com o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, para esta quarta-feira (6), e outra reunião na Paraíba, a pedido do deputado Hugo Motta (Republicanos-PB). A estratégia é realizar audiências públicas e reuniões técnicas para consolidar um texto que possa ser votado nas próximas semanas.

A meta é votar o relatório até o fim de maio e levá-lo ao plenário no mesmo período. Para ser aprovada, a proposta precisará passar por dois turnos de votação, com um mínimo de 308 votos em cada um deles. O presidente da Câmara, Arthur Lira, tem reafirmado a prioridade do tema.

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Centrais Sindicais Pressionam por Avanço

Durante o encontro com as centrais sindicais, foram defendidos pontos como a importância de dois dias consecutivos de descanso e medidas que considerem o impacto da jornada de trabalho sobre as mulheres. Alencar Santana comprometeu-se a intensificar os trabalhos ao longo de maio, ouvindo todos os setores para aprovar um texto em sintonia com o desejo popular. Pesquisas indicam que mais de 70% da população apoia a redução da jornada de trabalho.

Debate Ampliado e Impacto Econômico

A proposta de mudança na jornada de trabalho tem gerado debate entre diferentes setores da sociedade. Enquanto trabalhadores defendem a medida para melhorar a qualidade de vida, setores produtivos avaliam possíveis impactos na produtividade e nos custos. Leo Prates informou já ter iniciado conversas com entidades empresariais, como a Confederação Nacional da Indústria (CNI), e pretende ampliar o diálogo. Além da Paraíba, a comissão planeja realizar audiências em Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul para coletar diferentes perspectivas e mitigar efeitos negativos sobre o setor produtivo.

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