Zé Neto e Cristiano se pronunciam após Justiça barrar música “Oi, tudo bem?” e alegam “querem nos calar”

Intimação surpresa e desabafo nas redes sociais

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A dupla sertaneja Zé Neto e Cristiano se manifestou publicamente pela primeira vez após a Justiça de São Paulo determinar restrições à música inédita “Oi, tudo bem?”. A canção, com lançamento previsto para 9 de abril, tornou-se alvo de uma liminar da 29ª Vara Cível após trechos serem associados por internautas a mensagens vazadas da vida pessoal do banqueiro Daniel Vorcaro. Zé Neto revelou em vídeo publicado nos canais oficiais da dupla que a dupla foi oficialmente notificada sobre o processo, que tramita em segredo de justiça. O cantor expressou surpresa com a rapidez da ação, chegando a duvidar da autenticidade do documento inicialmente.

Associação com vazamentos íntimos e negação dos artistas

“Tem uma música aí que a gente vai lançar. E a gente nem lançou ainda. Vazou um pedaço dela e associaram ela a um assunto. Eis que chega uma intimação pra gente, hoje, no escritório. Muita gente postou, eu achei que era uma brincadeira por ser 1º de abril. Realmente, recebemos aqui uma intimação”, declarou Zé Neto. Ele complementou, demonstrando apreensão: “Essa música aí já está dando o que falar. Eu nem sei se a gente lança ou não. Tô até meio com medo. O processo tá em segredo de justiça. Acabei de ler, mas eu não posso comentar o que foi alegado. Mas é isso galera: estão querendo nos calar”.

Bastidores da composição e sigilo judicial

Apesar da repercussão nas redes sociais que vincularam a letra da música a trocas de mensagens de Daniel Vorcaro com influenciadoras como Karolina Trainotti e a ex-namorada Martha Graeff, os responsáveis pela criação da faixa negam qualquer relação. Segundo informações, a música, gravada no projeto “Vocês & Deus” no Rio de Janeiro, é assinada pelos compositores Bruno César e Dudu Oliveira. No Judiciário, a circulação de conteúdos íntimos de Vorcaro já era vista com ressalvas, sob o argumento de que a exposição amorosa do banqueiro não possui relação com as investigações financeiras. O ministro do STF, Gilmar Mendes, chegou a classificar o vazamento de diálogos privados do empresário como uma “barbárie institucional”.

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