Desaparecimento e Pistas Digitais
O desaparecimento de Luciani Aparecida Estivalet Freitas, corretora de imóveis de 47 anos, na Praia do Santinho, em Florianópolis, no dia 10 de março, deu início a uma investigação minuciosa da Polícia Civil. Familiares relataram o sumiço, mas foram as atividades suspeitas em suas contas bancárias e de compras online que acenderam um alerta crucial para as autoridades. Mesmo desaparecida desde o dia 5 de março, transações com os dados e pagamentos da vítima continuavam sendo realizadas.
Vizinhos Suspeitos e Rede Criminosa
A investigação da Equipe de Investigações da Delegacia de Roubos e Antissequestro (DRAS) rapidamente identificou um adolescente, vizinho da corretora, retirando mercadorias compradas com os dados de Luciani em diversos pontos da região. Aprofundando as apurações, a polícia descobriu que o irmão deste adolescente, um foragido de São Paulo com histórico de latrocínio em 2022, e sua companheira, residiam em um apartamento vizinho ao de Luciani. A administradora do condomínio também foi associada ao casal, beneficiando-se das compras fraudulentas. Ela foi presa em flagrante ao serem encontrados pertences da vítima em um imóvel sob sua responsabilidade.
Fuga Frustrada e Confirmação do Crime Brutal
O casal, principal suspeito, tentou fugir para o Rio Grande do Sul, mas foi capturado em Gravataí. Paralelamente, no dia 11 de março, a família de Luciani confirmou que o corpo esquartejado encontrado em Major Gercino era da corretora. Segundo relatos, Luciani foi dopada e morta no dia 4 de março, o corpo teria permanecido na geladeira da vítima até o dia 7, quando foi desmembrado e descartado em sacos de lixo às margens de um rio. A brutalidade, com a ocultação de partes do corpo, reforça a tese de um plano arquitetado para encobrir o crime e usufruir do patrimônio da corretora.
A Vítima e o Início da Desconfiança
Luciani Aparecida, natural de Alegrete (RS), levava uma vida tranquila em um apartamento alugado no bairro Ingleses. Além de corretora, era administradora e possuía bens em seu nome. A desconfiança da família começou quando o irmão de Luciani notou erros gramaticais incomuns em mensagens enviadas pelo celular da corretora. Ao visitar o apartamento, encontrou o local revirado e com comida estragada. A investigação policial revelou não apenas as compras de mercadorias, mas também um empréstimo recente de R$ 20 mil feito em nome de Luciani, evidenciando o planejamento do golpe.
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