As pistas de skate mais alucinantes do mundo: dos bowls nas alturas de La Paz ao gigantesco skatepark de Cantão
Do litoral europeu a colinas remotas e cidades históricas, conheça skateparks que combinam arquitetura, paisagem e cultura urbana — e por que cada um merece uma visita
Skateparks modernos são mais do que áreas de concreto: são projetos que dialogam com a paisagem, a memória local e a cultura do skate. Pelo mundo, instalações públicas e privadas se transformaram em destinos para skatistas e turistas que buscam emoção, design e experiências únicas. A seguir, um roteiro por pistas que se destacam por conceito, tamanho, altitude e integração com o entorno.
Parques que brincam com a paisagem e a história
Péitruss, Luxemburgo — Localizado no vale de Pétrusse e cercado por vegetação, o skatepark de Luxemburgo ocupa cerca de 3.400 m². O projeto foi pensado para atender todos os níveis, reunindo bowls, áreas de street e espaços que aproveitam o cenário das antigas fortificações da cidade como pano de fundo.
Continua Skatepark, Boissy-le-Châtel (França) — Instalado em um trecho verde de 110 metros, o circuito serpenteia entre tílias, álamos e outras árvores. Projetado pelo escritório MBL, o traçado foi inspirado nas antigas linhas férreas do complexo industrial local, integrando arte e natureza em um percurso sinuoso.
Source Park, Hastings (Inglaterra) — Erguido sobre os antigos banhos vitorianos, o parque combina bowls, transições e áreas no estilo praça com infra de convivência: loja, cafeteria e arquibancadas. O resultado é um espaço que preserva vestígios históricos e atende tanto iniciantes quanto skatistas experientes.
Projetos arquitetônicos e cobertos para todas as estações
Streetdome, Haderslev (Dinamarca) — Essa construção em forma de iglu, ao lado do porto, oferece skate em áreas internas sob uma cúpula luminosa e em pista externa de 4.500 m². Assinado pelos estúdios CEBRA e Glifberg-Lykke em parceria com o entusiasta Morten Hansen, o Streetdome é indicado para todos os níveis e tornou-se marco local.
Skatehalle, Berlim (Alemanha) — No complexo RAW-Gelände, em Friedrichshain, a Skatehalle reúne mais de 1.600 m² de concreto com bowls fluidos, miniramps e a maior rampa coberta da Europa. Mais do que um espaço técnico, é um ponto de encontro cultural onde skate, música e arte convivem intensamente.
Centros urbanos que respiram skate
Skatepark de Plainpalais, Genebra (Suíça) — Inaugurado em 2012 no coração da cidade, o parque tem cerca de 3.000 m² e foi desenhado para skatistas, BMXers, rollers e praticantes de patinete freestyle. Sua combinação de rampas, corrimões, bancos e bowls torna-o um polo dinâmico tanto para a prática quanto para a convivência urbana.
Stapelbäddsparken, Malmö (Suécia) — Localizado num antigo estaleiro, o parque nasceu da colaboração entre a cidade, a organização Bryggeriet e Stefan Hauser (Placed To Ride). Desde 2005, tornou-se símbolo da cultura local, com estruturas metálicas móveis adicionadas anos depois para permitir reconfigurações e novos desafios.
Altitudes, recordes e experiências remotas
Pura Pura Skatepark, La Paz (Bolívia) — Aberto em 2014, é reconhecido por ser o skatepark mais alto do mundo, a cerca de 3.600 metros acima do nível do mar. O projeto foi idealizado por um time internacional de cerca de cem skatistas, arquitetos e engenheiros vindos de várias partes do globo, criando um conjunto harmonioso de rampas e obstáculos com paisagem andina como cenário.
Gratitude Trails, Andros (Grécia) — No topo de uma colina da ilha de Andros, o circuito de bowls interligados assinado por Nikos Garyfallos é rápido e técnico, pensado para riders experientes. A vista do mar Egeu torna a sessão ainda mais memorável; o acesso é feito mediante agendamento com o hotel Blu Enigma.
GMP Skatepark, Cantão (China) — Inaugurado em 2015 e reconhecido pelo Guinness World Records como o maior skatepark do mundo, reúne 16.900 m² de rampas, bowls e percursos. Cercado por universidades, o parque também possui 1.000 m² cobertos, o que o torna um ponto constante de encontro para jovens e iniciantes.
Além dos números e do design, o que une esses locais é a capacidade de transformar o skate em fenômeno social: do coletivo feminino Addis Girls Skate, que popularizou o bowl de Adis Abeba e inspirou artistas como Aminé, às pistas europeias que ressignificam lugares históricos. Para quem viaja em busca de manobras e paisagens, cada uma dessas pistas oferece uma história, um desafio e uma imagem inesquecível.
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