As 11 catedrais góticas imperdíveis da Europa
Obras-primas medievais marcadas pela altura, pela luz e pela busca do celestial
O gótico mudou a maneira como a Europa via o sagrado: as igrejas passaram a elevar-se em direção ao céu, a usar abóbadas leves e vitrais que banhavam o interior em cor. A seguir, um roteiro pelas 11 catedrais góticas mais impressionantes do continente, escolhidas por sua história, escala e importância artística.
França: o berço e apogeu do gótico
Catedral de Amiens (Amiens) — A mais alta catedral concluída da França, com abóbadas que alcançam quase 42 metros. Começada por volta de 1220, Amiens tem o maior volume interno entre as catedrais francesas, cerca de 260.000 jardas cúbicas, mais que o dobro do interior da Notre-Dame de Paris.
Catedral de Reims (Reims) — Local tradicional das coroações dos reis franceses; mais de 30 cerimônias reais aconteceram ali. A construção atual começou em 1211 e a catedral é famosa pela escultura do Anjo Sorridente, restaurada após danos sofridos na Primeira Guerra Mundial.
Basílica de Saint-Denis (Saint-Denis) — Considerada a primeira estrutura construída no estilo gótico, idealizada pelo abade Suger. A reconstrução iniciada em 1135 introduziu altura e amplas janelas clerestórias; historicamente, é a necrópole dos monarcas franceses.
Catedral de Chartres (Chartres) — Um dos edifícios góticos mais bem preservados da Idade Média, com grande parte de seus 176 vitrais originais intactos, inclusive a rosácea norte. Chartres é também um dos principais destinos de peregrinação dedicados à Virgem Maria.
Notre-Dame de Paris (Paris) — Ícone do gótico europeu, conhecida pelas torres, pelos vitrais e pela rosácea. Embora tenha sido parcialmente destruída por um incêndio em 2019, permanece referência obrigatória da arquitetura medieval e atração cultural global.
Ilhas Britânicas: coroas, crimes e ritos
Abadia de Westminster (Londres) — Ordenada por Henrique III em 1245 como igreja real, é o local tradicional de coroações britânicas e de cerimônias reais modernas, como o casamento do Príncipe William e Kate Middleton em 2011.
Catedral de Canterbury (Kent) — Conhecida pelo assassinato do arcebispo Thomas Becket no século XII, evento que transformou a catedral em centro de peregrinação. A Corona, capela semicircular construída para abrigar seu santuário, data do período logo após sua canonização em 1173.
Itália: transição do gótico para o Renascimento
Catedral de Florença – Santa Maria del Fiore (Duomo) — Iniciada em 1296 em estilo gótico, sua obra-prima é a solução renascentista da cúpula por Filippo Brunelleschi, concluída no século XV. A fachada em mármore colorido só foi finalizada no século XIX.
Duomo di Milano (Milão) — A maior igreja da Itália e a segunda maior da Europa, com construção iniciada em 1386 e levada a término apenas em 1965. Notável pela ornamentação exuberante: mais de 3.400 estátuas e 135 pináculos.
Alemanha e Espanha: alturas e volumes impressionantes
Catedral de Colônia (Colônia) — Construção iniciada em 1248 e concluída em 1880; por alguns anos suas torres de 157 metros foram as estruturas mais altas do mundo. Hoje são as torres gêmeas de igreja mais altas do planeta.
Catedral de Santa María de la Sede (Sevilha) — Erguida no local da antiga mesquita almóada, é a maior catedral gótica do mundo em volume, graças às suas cinco naves. Sua Giralda, originalmente minarete, funciona hoje como torre sineira e símbolo da cidade.
Essas catedrais não são apenas marcos arquitetônicos: são depósitos vivos de arte, história e fé que continuam a fascinar visitantes, estudiosos e fiéis. Cada uma delas mostra uma face diferente do gótico, adaptada às tradições locais e aos desafios técnicos de sua época.
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