Apartamento de 40 m² em Marselha inspirado em ‘Vinte Mil Léguas Submarinas’: Zyva Studio transforma espaço todo em tons de azul
Projeto do Zyva Studio replica a atmosfera de um submarino com vigias, móveis orgânicos e detalhes marinhos para criar um refúgio que mistura ficção e cotidiano
Em um apartamento de 40 m² no centro de Marselha, o escritório Zyva Studio adotou uma solução de design radical: pintar e mobiliar todo o espaço em variações de azul para evocar a sensação de estar dentro de um submarino — e prestar homenagem ao clássico literário de Júlio Verne, Vinte Mil Léguas Submarinas.
Conceito e paleta
A proposta parte da ideia de duas realidades sobrepostas: o mundo cotidiano e um universo subaquático de ficção científica. Para marcar essa tensão, uma única divisória central corta o apartamento em duas áreas bem definidas — a diurna (cozinha e sala) e a noturna (quarto e banheiro). A parede central recebeu um azul profundo; o restante dos ambientes foi pintado em um bege mineral que remete às rochas de Marselha, criando contraste e referência local.
Elementos cenográficos e funcionais
As vigias circulares são o recurso mais evidente: funcionando como limiares simbólicos entre os cômodos, elas permitem visuais cruzados e dão a impressão de navegar entre compartimentos. Puxadores que lembram ouriços-do-mar, tomadas impressas em 3D em forma de água-viva e algas imaginárias surgindo das paredes reforçam a narrativa. Móveis de formas arredondadas parecem organismos integrados a um ecossistema fictício.
Pequenos detalhes com grandes referências
O projeto mistura humor e mito: no quarto, um pequeno espelho foi posicionado no centro de uma armadilha para ursos como alusão a Narciso — ver a si mesmo exige aproximação e risco. O piso, em padrão náutico e tons de creme, evoca a fachada da Catedral de La Major e estabelece um diálogo com clássicos do design, numa referência ao trabalho do designer Anthony Authié.
Circulação e experiência do morador
Para suavizar a separação entre os mundos, janelas redondas perfuram a divisória, numa imagem descrita pelo autor do projeto como a curiosidade de uma criança espiando por um buraco. O apartamento, segundo o estúdio, foi pensado como um dispositivo de fuga: um lugar que permite escapar da rotina e viajar para outra paisagem, mesmo em apenas 40 m².
Matéria originalmente publicada na Architectural Digest França.
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