Novo protesto em Florianópolis
Moradores da Praia Brava, em Florianópolis, voltaram às ruas neste sábado (24) para expressar sua indignação com a morte do cão comunitário Orelha. O animal foi brutalmente agredido a pauladas por quatro adolescentes na semana passada, um crime que chocou a comunidade e gerou um novo protesto, o segundo desde o ocorrido. Os manifestantes buscam respostas da Polícia Civil de Santa Catarina e clamam por uma legislação mais rigorosa para punir os responsáveis por atos de crueldade contra animais.
Apelo por justiça e mudança na lei
Carolina Bechelli Zylan, uma das manifestantes, destacou a necessidade de responsabilização proporcional à gravidade do crime. “Se eles são menores para agredir, mas têm tamanho de adultos, eles têm que responder como adultos. A lei precisa mudar”, afirmou em entrevista à NDTV RECORD. A falta de punições mais severas é um dos pontos centrais da revolta popular, que busca garantir que casos como o de Orelha não se repitam.
Ações contínuas contra maus-tratos
Katia Chubaci, da Confederação Brasileira de Proteção Animal, ressaltou a importância de manter a visibilidade do tema através de manifestações e ações educativas. “Temos que ter ações nas escolas e continuar fazendo movimentos como esses. Há uma série de coisas que devem ser feitas para que os maus-tratos diminuam”, declarou, confiante de que este caso específico não ficará impune. A comunidade da Praia Brava lamenta a perda de Orelha, descrito como um animal dócil e querido por todos.
Adolescentes identificados e investigação em andamento
A Polícia Civil de Santa Catarina já identificou quatro adolescentes suspeitos de serem os autores da agressão a Orelha. De acordo com a delegada Mardjoli Adorian Valcareggi, há indícios suficientes para apontar o envolvimento do grupo. Os pais dos jovens serão ouvidos ainda esta semana. A delegada garantiu que a investigação segue imparcial e focada na busca pela verdade. Além de Orelha, o mesmo grupo é suspeito de tentar afogar outro cachorro, o Caramelo, que foi adotado pelo delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel.
Orelha: um símbolo da comunidade
O cão Orelha, também conhecido como Preto, vivia na Praia Brava há quase uma década, sendo cuidado e alimentado por moradores, pescadores e comerciantes. Encontrado com ferimentos graves, o animal não resistiu e precisou ser sacrificado. O caso gerou comoção e cobranças de autoridades, como o governador Jorginho Mello, que pediu providências urgentes à Polícia Civil. O delegado-geral Ulisses Gabriel afirmou que os adolescentes serão levados à Justiça.
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