Crítica à política externa americana e ao direito internacional
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva elevou o tom contra a política externa de Donald Trump em um artigo de opinião publicado no jornal The New York Times. Com foco na soberania regional, Lula criticou veementemente a prisão de Nicolás Maduro por forças americanas em 3 de janeiro, classificando-a como um “capítulo lamentável” que desrespeita o direito internacional. Para o líder brasileiro, a ação dos Estados Unidos na Venezuela não é um incidente isolado, mas sim uma ameaça à ordem global estabelecida após a Segunda Guerra Mundial. Lula argumenta que o uso da força por grandes potências enfraquece a autoridade da ONU e compromete a paz e a estabilidade mundial.
O perigo do uso seletivo da força
No artigo, Lula defende que o respeito às normas internacionais não pode ser parcial. Segundo o presidente, quando a força militar se torna a regra para solucionar disputas, o sistema internacional se fragiliza. “Sem regras acordadas coletivamente, é impossível construir sociedades livres, inclusivas e democráticas”, escreveu o presidente brasileiro, alertando que ações unilaterais acarretam graves consequências práticas.
América do Sul sob ataque: um marco histórico
Um dos pontos centrais do artigo destaca que esta é a primeira vez em mais de dois séculos que a América do Sul sofre um ataque militar direto dos EUA. Lula reforçou que a região, que abriga 660 milhões de pessoas, possui interesses próprios e não aceitará “projetos hegemônicos”. “Temos nossos próprios interesses e sonhos a defender”, afirmou, ressaltando que em um mundo multipolar, nenhum país deve ser punido por buscar relações com todas as nações.
A voz do Brasil e o futuro da Venezuela
Apesar da postura firme no exterior, internamente Lula enfrenta resistência. Uma pesquisa Quaest mostrou que 51% dos brasileiros desaprovam o posicionamento do presidente em relação ao caso venezuelano. Na época da captura de Maduro, Lula já havia classificado a ação como “afronta gravíssima à soberania”. Sobre o destino do país vizinho, Lula reiterou a necessidade de estabilidade para que milhões de refugiados, inclusive os que estão no Brasil, possam retornar para casa com segurança.
Um aceno diplomático para a cooperação
Apesar das críticas severas, o texto termina com um gesto diplomático. Lula lembrou que Brasil e Estados Unidos são as duas maiores democracias do continente e que o diálogo construtivo deve prevalecer. Ele defendeu uma agenda focada em resultados práticos — como infraestrutura, combate à fome e mudanças climáticas — em vez de divisões ideológicas ou “incursões neocoloniais”. “Somente juntos podemos superar os desafios que afligem um hemisfério que pertence a todos nós”, concluiu.
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