Ataque que empolga, defesa que preocupa
O Avaí se prepara para o clássico com um cenário de duas faces. A campanha nas primeiras três rodadas do campeonato espelha a do rival, com duas vitórias e uma derrota. Os triunfos vieram em casa, na Ressacada, contra Barra e Carlos Renaux, enquanto a única queda ocorreu fora, diante do Criciúma. A análise desses jogos revela um time com uma identidade ofensiva bem definida, mas que ainda luta para encontrar o equilíbrio defensivo.
Potencial ofensivo e criatividade no meio-campo
No setor ofensivo, o Avaí de Cauan de Almeida mostra qualidade e agressividade. A equipe pressiona a saída de bola adversária, recupera a posse com velocidade e acelera o jogo, especialmente pelas pontas com Thayllon e Maurício Garcez. A chegada de Daniel Penha elevou o nível técnico do meio-campo, com um jogador vertical que pensa o jogo para frente, finaliza bem e cria soluções ofensivas com naturalidade. Pedro Cuiabá, além de volante de marcação, contribui com condução e chegada ao ataque, enquanto Zé Ricardo oferece proteção à zaga, qualidade no passe e ajuda na transição da defesa para o ataque. Ofensivamente, o Avaí demonstra volume e cria oportunidades.
Fragilidade defensiva: o calcanhar de Aquiles
O grande desafio para o Avaí reside no equilíbrio defensivo. O time se mostra exposto, sofrendo sustos constantes e permitindo enfrentamentos diretos em situações de um contra um. Adversários, mesmo com limitações, têm conseguido criar perigo e explorar os espaços deixados pela defesa azurra, evidenciando uma fragilidade estrutural. A lateral direita com Wallison, a esquerda com DG e as constantes mudanças na zaga, incluindo o jovem Baldini, ainda não trouxeram a solidez necessária. Erros na saída de bola também aumentam a sensação de insegurança.
Buscando a consistência para o futuro
O técnico Cauan de Almeida, que cumprirá suspensão e será substituído pelo auxiliar Léo Cherede no clássico, tem a responsabilidade de corrigir essas falhas. Seja através de ajustes de posicionamento, mudanças de sistema tático ou até mesmo reforços, o Avaí precisa ganhar consistência. Alternativas como reforçar a compactação, mudar o esquema para um 4-4-2, sacrificar um atacante em prol de um meio-campista ou exigir maior recomposição dos pontas e melhor proteção dos volantes estão em pauta. O objetivo é claro: manter a agressividade ofensiva, ser mais efetivo nas finalizações e, principalmente, encontrar o equilíbrio que traga segurança para o clássico e para o restante da temporada. É um trabalho em andamento, com um elenco praticamente novo, onde ajustes são esperados e necessários.
Sou um redator especializado em jardinagem, com formação em marketing. Combinando minha paixão por plantas com habilidades em comunicação, crio conteúdo cativante e informativo sobre jardinagem, ajudando as pessoas a transformarem seus espaços verdes. Minha missão é compartilhar conhecimento e inspirar outros amantes de plantas a cultivarem jardins vibrantes e cheios de vida.