5 tendências de arquitetura que vão moldar 2026, segundo Philippe Fouché (SAOTA) e os debates do World Architecture Festival

5 tendências de arquitetura que vão moldar 2026, segundo Philippe Fouché (SAOTA) e os debates do World Architecture Festival

Do uso de materiais regenerativos à tecnologia invisível: as direções que arquitetos e projetos comerciais e residenciais devem observar no ano que vem

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O arquiteto Philippe Fouché, diretor da agência sul-africana SAOTA e jurado do World Architecture Festival 2025, aponta sinais que devem orientar projetos e repertório estético em 2026. Entre discussões apresentadas no festival e observações de mercado, cinco tendências se destacam e já começam a aparecer em mostras, feiras e premiações — e vão além de modismos: estruturam demandas por sustentabilidade, flexibilidade e experiências mais humanas nos espaços construídos.

As 5 tendências que vão moldar 2026

  1. Materiais regenerativos e economia circular: além da eficiência energética, há um movimento por materiais com menor pegada ambiental e ciclos de uso que priorizam reparo, reaproveitamento e desmontagem. Projetos que provem transparência na origem dos insumos ganham confiança do mercado.
  2. Flexibilidade e multifuncionalidade do espaço: residências e escritórios continuam a se reinventar para usos híbridos. Soluções modulares e móveis integrados permitem adaptar um mesmo ambiente a diferentes rotinas sem grandes reformas.
  3. Tecnologia invisível e automação com propósito: em 2026, a tecnologia tende a se tornar menos exibida e mais integrada à experiência do usuário: controle climático, som e iluminação que priorizam conforto e saúde e sistemas que respeitam privacidade.
  4. Bem‑estar e conexão com a natureza: projetos que trazem luz natural, ventilação cruzada, plantas e materiais táteis favorecem saúde mental e desempenho. O desenho dos interiores volta a priorizar conforto sensorial e qualidade do ar.
  5. Cultura, identidade e narrativa local: valorização de técnicas construtivas locais, colaboração com artesãos e inserção de histórias do lugar nos projetos reforçam autenticidade e resiliência cultural.

O que muda para quem projeta e para moradores

Para escritórios e clientes, as tendências demandam pensar além da estética: especificação técnica, manutenção e cadeia de fornecimento passam a ser critérios de projeto. Para moradores, significa investir em flexibilidade e soluções que reduzem custos operacionais ao longo do tempo — por exemplo, priorizar sistemas eficientes e materiais duráveis em vez de trocas frequentes.

Onde buscar inspiração e validação

Feiras, mostras e festivais continuam sendo termômetros do setor. O World Architecture Festival, as principais feiras de design e as exposições selecionadas nas agendas culturais mostram protótipos e discussões que antecipam práticas adotadas no mercado. Observar premiações e projetos de escritórios como a SAOTA ajuda a entender como tendências se traduzem em arquitetura real.

Em 2026, a arquitetura tende a equilibrar ambição tecnológica e sensibilidade humana: o desafio para profissionais será traduzir princípios sustentáveis e culturais em projetos viáveis, acessíveis e duráveis.

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