Casa bioclimática pioneira dos anos 1980 ganha nova vida na Catalunha
Arquiteto Javier Barba revisita obra premiada a pedido do artista Ezequiel Pini e repensa soluções sustentáveis para usos atuais
O arquiteto Javier Barba voltou à casa pioneira que projetou nos anos 1980 depois de ser convidado pelo novo morador, o artista Ezequiel Pini. A residência, reconhecida na época como um exemplo de arquitetura bioclimática e premiada em iniciativas regionais, agora passa por um processo de revisão que busca preservar seus princípios ecológicos e adaptar os espaços ao cotidiano criativo do morador.
Origem e relevância do projeto
Concebida em um período em que as técnicas de desenho passivo começavam a ganhar atenção, a casa integrava preocupações com orientação ao sol, ventilação natural e aproveitamento de recursos locais. Essas escolhas tornaram o projeto referência nas décadas seguintes e justificam o interesse em sua manutenção e reinterpretação.
Soluções bioclimáticas mantidas e reavaliadas
A revisita conduzida por Barba privilegia a leitura das estratégias originais — como posicionamento das aberturas e uso de materiais com alta inércia térmica — para avaliar o que deve ser restaurado, melhorado ou complementado. A ideia é manter a eficiência passiva ao mesmo tempo em que se incorporam ajustes que respondam às exigências contemporâneas de conforto e conservação de energia.
Adaptação ao novo uso artístico
Pini, artista e novo morador, buscou no convite a reafirmação da identidade arquitetônica do imóvel sem perder funcionalidade: ateliê com iluminação controlada, áreas de convivência para exibição de trabalhos e pequenos ajustes na infraestrutura foram discutidos para que a casa atue simultaneamente como lar e espaço criativo.
Legado e contexto
O projeto reflete uma tendência atual de revisitar edificações sustentáveis do século XX para extrair lições sobre durabilidade e adaptação. Na Catalunha, onde o clima mediterrâneo favorece estratégias bioclimáticas, a obra de Barba ganha nova visibilidade ao mostrar como princípios antigos podem dialogar com práticas contemporâneas de conservação, uso e fruição cultural.
O trabalho conjunto entre arquiteto e artista destaca a importância de preservar a memória arquitetônica sem renunciar à vida prática dos espaços — uma proposta que pode inspirar outras intervenções em casas históricas com vocação ambiental.
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