Por que a ilha remota de Foula, no Reino Unido, só comemora o Natal em 6 de janeiro — entenda o calendário juliano e o turismo extremo
Com 35 moradores e suprimentos por barco ou avião, a ilha nas Ilhas Shetland preserva tradições que remontam ao calendário de Júlio César
Enquanto grande parte do mundo desmontou luzes e enfeites ao fim de dezembro, os moradores de Foula — pequena ilha das Shetland, no Reino Unido — só entram no clima natalino em 6 de janeiro. A razão é simples e histórica: a comunidade segue o calendário juliano, criado por Júlio César em 46 a.C., o que faz com que o Natal caia 12 dias depois do calendário gregoriano usado pela maior parte da Grã‑Bretanha desde 1752.
O que é o calendário juliano e por que a diferença de datas
O calendário juliano foi adotado amplamente no mundo ocidental por mais de 1.600 anos. Em 1752, o Reino Unido mudou para o calendário gregoriano, que corrigiu pequenas imprecisões do antigo sistema. Como Foula manteve o calendário juliano, eventos fixos como o Natal e o Ano‑Novo passaram a ocorrer 12 dias depois do restante do país — por isso a celebração local em 6 de janeiro.
Foula hoje: vida remota e infraestrutura limitada
A ilha tem cerca de 35 habitantes e é frequentemente apontada como um dos lugares mais isolados do Reino Unido. Não há pubs, lojas ou bares, e a comunidade não está conectada à rede elétrica nacional nem a uma cobertura de Wi‑Fi robusta. Suprimentos chegam por balsa — que faz a travessia aproximadamente três vezes por semana em viagens de cerca de duas horas — ou por pequenos voos da ilha principal das Shetland, ambos sujeitos às condições meteorológicas.
Como visitar e o que levar
Não existem hotéis na ilha: as acomodações são independentes e normalmente sem serviço de alimentação. Por isso, quem planeja conhecer Foula deve levar sua própria comida e prever uma estadia de quatro a cinco noites para aproveitar a paisagem, a observação de aves e as tradições locais. A logística exige planejamento — e paciência — devido à dependência do clima para chegar e sair.
Apesar das limitações, Foula mantém viva uma tradição rara no Reino Unido, oferecendo a visitantes a experiência de um Natal fora de época, em meio a uma comunidade que preserva costumes históricos e vive em forte ligação com o ambiente natural.
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